O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu com ironia à argumentação governamental de que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria realizado campanha antecipada ao discursar na Avenida Paulista. Questionado sobre o tema em entrevista ao Notícias do SBT Nesta segunda-feira (2), ele lembrou do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve como tema o presidente Lula (PT).
“Os caras fizeram um desfile de Carnaval cantando ‘Lula, lá’, com a presença do presidente da República, da primeira-dama. Depois o artista lá, o Paulo [Vieira] fala que a própria Janja que o escolheu para encenar o Lula, […] e eles querem falar que, em uma manifestação, você não pode citar ali o pai dele que está preso injustamente? Tá de sacanagem, né?”, apontou o parlamentar.
Nikolas ainda defendeu o exercício da liberdade de expressão no ato, argumentando que “não é porque está falando mal do Lula que você está fazendo campanha para o Flávio” e destacou para uma diferença de tratamento da Justiça Eleitoral, que privilegiaria a esquerda nos julgamentos que envolvem a manifestação do pensamento.
Partidos levaram discussão sobre campanha antecipada ao STF

A discussão sobre campanha antecipada, agora em evidência nos dois lados do espectro, chegou também ao Judiciário, com possibilidade de uma flexibilização: uma federação formada pelos partidos Solidariedade e PRD pede que o Supremo ponha fim à tese de “palavras mágicas”, utilizada para punir por campanha antecipada pré-candidatos que utilizam referências que podem, eventualmente, equivaler a um pedido de votos.
Nikolas caminha na mesma linha argumentativa do partido, ao apontar que, durante a manifestação, não foi citado nenhum número de urna. Ele ainda ressalta a ausência de artistas “para ficar fazendo showmício” e a espontaneidade da participação.
O parlamentar aprovou para criticar a estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) de que havia 20,4 mil pessoas no ato. Para ele, “a USP precisa parar de passar essa vergonha, porque não tem como discutir com as imagens”, e estima mais de 100 mil pessoas presentes, considerando a rotatividade de participantes. “É inacreditável como a USP se presta ao papel de ser uma linha auxiliar da esquerda e não simplesmente ser uma pesquisa séria”, concluiu.












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