
Ao contestar uma alegação de defesa do coronel Marcelo Câmara, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revelou que conhece o senador Ciro Nogueira (PP-PI) desde 2005 e que ambos possuem os contatos pessoais um do outro. A alegação da defesa era de que o monitoramento a Moraes seria para marcar um encontro entre os dois.
“Ó [ex] O ministro-chefe da Casa Civil, o ministro senador Ciro Nogueira, que eu falei desde 2005 e tem o meu celular desde 2005, acredita que ele não pediria um monitoramento de neutralização para marcar uma reunião. Não há nenhuma plausibilidade nessa alegação”, disse o ministro.
O relator complementa que considera uma implausibilidade da alegação: “todos nós aqui sabemos como as autoridades públicas marcam reuniões: ou você marca diretamente, ou você pede para uma segurança marcar, você não precisa fazer um monitoramento de meses de uma autoridade pública.”
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Ciro Nogueira não assinou impeachment de Moraes
O ex-ministro declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas decidiu não aceitar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo ele, por não ter chances de o processo avançar. Sobre a recente decisão do ministro Gilmar Mendes de restringir a lei do impeachment, Ciro se posicionou contra, mas viu como um erro “dar o troco”, referindo-se às respostas do Senado.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julgou, nesta terça-feira (16), a ação penal nº 2.693 (núcleo 2). O núcleo é acusado de elaborar a chamada “minuta do golpe”, de impedir a votação das eleições do então candidato Lula (PT) no Nordeste e de planejar o assassinato de autoridades, incluindo elas o próprio Moraes.
Há uma crítica entre juristas e nomes da direita sobre Moraes ser, simultaneamente, juiz e vítima neste caso. Moraes, porém, diz que a “neutralização” teria a ver com a carga ocupada, e não com a pessoa em si, o que invalidaria tal argumentação.
A chamada “Operação Copa 2022” teria, no “plano punhal verde e amarelo”, o objetivo de, ao fim do suposto monitoramento, assassinar Moraes na porta do Supremo. Por conta de atrasos nas sessões, o plano teria fracassado, de acordo com a Procuradoria-Geral da República.
O suposto plano tem relação com o núcleo 4, composto pelos chamados “kids pretos”. Eles estariam, segundo a denúncia, prontos para assassinar Moraes na porta de sua casa, em São Paulo.











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