MC Poze do Rodo é condenado por injúria após chamar mulher de ‘bolo fofo’ na rede social
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MC Poze Reprodução/Instagram A Justiça do Rio condenou Marlon Brendon Coelho da Silva, o funkeiro MC Poze do Rodo, por injúria contra uma mulher que foi chamada de “bolo fofo” em uma publicação feita na rede social X, antigo Twitter, em abril de 2024. Na sentença, assinada na quinta-feira (9), a juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da 20ª Vara Criminal da Capital, definidau a pena em três meses de detenção. Como o cantor é primário e a pena é inferior a quatro anos, a recompensa foi compensada pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período. Ele poderá recorrer em liberdade. Segundo a ação, a vítima afirmou que estava no trabalho quando foi informada por colegas de que havia sido exposta pelo artista. Depois da publicação, ela disse ter recebido diversos ataques nas redes sociais, com ofensas relacionadas à aparência física, e relatos que passaram a ter medo de voltar ao trabalho e de ser reconhecido na rua. A defesa de MC Poze sustentou que a expressão foi usada em tom de brincadeira, como resposta aos comentários anteriores feitos pela mulher sobre a família do cantor. Também alegou que as capturas de tela apresentadas no processo não seriam provas confiáveis, por suposta quebra da cadeia de custódia, além de defender que não houve intenção de infrator. Agora no g1 A juíza rejeitou os argumentos. Na decisão, afirmou que a autoria da publicação nunca foi negada pela defesa e que não houve demonstração de qualquer adulteração das imagens apresentadas no processo. Ela também citou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que capturas de tela de conteúdo público podem ser utilizadas como prova quando não há acusações de manipulação. Ao analisar os méritos, a magistrada concluiu que a expressão utilizada pelo cantor teve o objetivo de atingir a honra da vítima. “Fica claro que o querelado usou uma expressão ‘bolo fofo’, que ataca diretamente o peso da vítima, usando uma ação verbal direcionada à vítima com dolo direto de injuriar”, escreveu. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. A sentença também retirou a tese de que a manifestação seria apenas uma brincadeira ou uma ocorrência provocada pelas críticas da vítima. Para a magistrada, o comentário feito pela mulher anteriormente não tinha conteúdo suficientemente extenso para justificar a resposta do artista. A decisão afirma ainda que o caso não se enquadra nas hipóteses legais de provocação ou de retorsão imediata. A juíza destacou que a publicação ganhou grande alcance por ter sido feita em uma rede social aberta e por meio de uma pessoa pública com milhões de seguidores. Segundo a sentença, isso ampliou os danos causados à vítima e justificou o aumento da pena prevista no Código Penal para crimes cometidos em redes sociais. A Justiça também condenou MC Poze ao pagamento das custas processuais. Não foi participação à vítima porque não houve pedido expresso nesse sentido durante a ação. Essa ação não tem a ver com as investigações sobre organização criminosa e tráfico de drogas das quais o cantor é alvo. Poze já foi preso pelo menos três vezes, sendo duas no ano passado sob preocupações de envolvimento com o comando Vermelho.
MC Poze Reprodução/Instagram A Justiça do Rio condenou Marlon Brendon Coelho da Silva, o funkeiro MC Poze do Rodo, por injúria contra uma mulher que foi chamada de “bolo fofo” em uma publicação feita na rede social X, antigo Twitter, em abril de 2024. Na sentença, assinada na quinta-feira (9), a juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da 20ª Vara Criminal da Capital, definidau a pena em três meses de detenção. Como o cantor é primário e a pena é inferior a quatro anos, a recompensa foi compensada pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período. Ele poderá recorrer em liberdade. Segundo a ação, a vítima afirmou que estava no trabalho quando foi informada por colegas de que havia sido exposta pelo artista. Depois da publicação, ela disse ter recebido diversos ataques nas redes sociais, com ofensas relacionadas à aparência física, e relatos que passaram a ter medo de voltar ao trabalho e de ser reconhecido na rua. A defesa de MC Poze sustentou que a expressão foi usada em tom de brincadeira, como resposta aos comentários anteriores feitos pela mulher sobre a família do cantor. Também alegou que as capturas de tela apresentadas no processo não seriam provas confiáveis, por suposta quebra da cadeia de custódia, além de defender que não houve intenção de infrator. Agora no g1 A juíza rejeitou os argumentos. Na decisão, afirmou que a autoria da publicação nunca foi negada pela defesa e que não houve demonstração de qualquer adulteração das imagens apresentadas no processo. Ela também citou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que capturas de tela de conteúdo público podem ser utilizadas como prova quando não há acusações de manipulação. Ao analisar os méritos, a magistrada concluiu que a expressão utilizada pelo cantor teve o objetivo de atingir a honra da vítima. “Fica claro que o querelado usou uma expressão ‘bolo fofo’, que ataca diretamente o peso da vítima, usando uma ação verbal direcionada à vítima com dolo direto de injuriar”, escreveu. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode acompanhar o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. A sentença também retirou a tese de que a manifestação seria apenas uma brincadeira ou uma ocorrência provocada pelas críticas da vítima. Para a magistrada, o comentário feito pela mulher anteriormente não tinha conteúdo suficientemente extenso para justificar a resposta do artista. A decisão afirma ainda que o caso não se enquadra nas hipóteses legais de provocação ou de retorsão imediata. A juíza destacou que a publicação ganhou grande alcance por ter sido feita em uma rede social aberta e por meio de uma pessoa pública com milhões de seguidores. Segundo a sentença, isso ampliou os danos causados à vítima e justificou o aumento da pena prevista no Código Penal para crimes cometidos em redes sociais. A Justiça também condenou MC Poze ao pagamento das custas processuais. Não foi participação à vítima porque não houve pedido expresso nesse sentido durante a ação. Essa ação não tem a ver com as investigações sobre organização criminosa e tráfico de drogas das quais o cantor é alvo. Poze já foi preso pelo menos três vezes, sendo duas no ano passado sob preocupações de envolvimento com o comando Vermelho.[/gpt3]

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