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Mangueira 2026: veja o enredo e cante o samba

Redação Por Redação
9 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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Mangueira 2026: veja o enredo e cante o samba
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Mangueira 2026: veja o enredo e cante o samba
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Mangueira divulga seu enredo para 2026 Divulgação A Estação Primeira de Mangueira vai encerrar os desfiles de domingo (15). A escola deve entrar na Avenida entre 2h30 e 3h. O enredo é “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Enredo e Samba: Mangueira 2026 O enredo Essa história começa na floresta. No Norte do Brasil, onde o país começa, existe um ritual chamado Turé. É uma festa de agradecimento aos seres invisíveis, aos encantados que vivem entre o mundo de cá e o de lá. É nesse momento que ele aparece: Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, guardião dos segredos da Amazônia Negra. Sacaca não vem como lembrança. Ele vem encantado. Está vivo na mata, nas águas, nos tambores e na memória do seu povo. Curandeiro, marabaixeiro, folião e defensor da floresta, ele conhece cada folha, cada raiz, cada reza. A Mangueira entra na mata guiada por ele, aprendendo a ouvir o que a natureza ensina. A viagem segue pelos rios. As águas levam Sacaca por afluentes, palafitas e comunidades. Ele navega entre povos indígenas e quilombolas, conversa com extrativistas, aprende com as mulheres das castanhas, observa o ritmo da maré. Ali, tudo depende do rio: o trabalho, a fé, a vida. As águas carregam histórias e mistérios, e Sacaca sabe escutá-los. Da água, ele segue para a floresta. É ali que mora o poder da cura. Sacaca prepara garrafadas, chás, banhos e unguentos. Sementes, cascas, folhas e flores viram remédio. Cada cura mistura planta e oração, ciência e encanto. O saber que ele guarda vem dos ancestrais negros e indígenas, passado de geração em geração. Cuidar é sagrado. Então, os tambores chamam, a floresta vira festa: troncos viram instrumentos, couro esquenta no fogo, o som ecoa. Marabaixo, Batuque, Sairé, Missa dos Quilombos. Ó sagrada dança. A igreja vira terreiro, o terreiro vira rua. As mulheres rodopiam com as saias, o povo canta, o corpo gira. O tambor cura, une e transforma. Sacaca está em tudo isso. Está no mastro que se ergue, no cipó que amarra, no barro moldado pelas louceiras, no açaí que tinge mãos e bocas, na onça que vigia a mata, no amapazeiro que cresce forte e dá sombra. Ele não é só um homem: é floresta viva. No fim do transe, entende-se o segredo. Mestre Sacaca não partiu. Ele se sentou. Virou raiz, água, som e memória. Tornou-se guardião da Amazônia Negra, símbolo de um Norte que resiste, cria e ensina. É essa saga que a Mangueira leva para a avenida. Uma história de cura, encantamento e resistência. Um canto verde e rosa que celebra a Amazônia afro-indígena e lembra que, enquanto a floresta estiver de pé, o encantado seguirá vivo. Cante o samba Autores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal Intérprete: Dowglas Diniz A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá Finquei minha raiz No extremo Norte, onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao Turé Pintada em verde e rosa, jenipapo e urucum Árvore-mulher, Mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente Palikur Regateando o Amazonas no transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Salve o curandeiro, Doutor da Floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva… saravá Negro na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões Ergo e consagro o meu manto Às vitórias do Espírito Santo e São José de Macapá Sou gira, batuque e dançadeira (areia) A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira que a Amazônia Negra eternizou Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito tucuju Ficha técnica Fundação: 28 de abril de 1928 Núcleos: 🟢🩷Verde e Rosa Presidente de Honra: Eli Gonçalves da Silva (Chininha) Presidente: Guanayra Firmino Carnavalesco: Sidnei França Direção de Carnaval: Dudu Azevedo Intérprete: Dowglas Diniz Mestres de Bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão Rainha de Bateria: Evelyn Bastos Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel Evelyn Bastos no ensaio da Mangueira Anderson Bordê/AgNews
Mangueira divulga seu enredo para 2026 Divulgação A Estação Primeira de Mangueira vai encerrar os desfiles de domingo (15). A escola deve entrar na Avenida entre 2h30 e 3h. O enredo é “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Enredo e Samba: Mangueira 2026 O enredo Essa história começa na floresta. No Norte do Brasil, onde o país começa, existe um ritual chamado Turé. É uma festa de agradecimento aos seres invisíveis, aos encantados que vivem entre o mundo de cá e o de lá. É nesse momento que ele aparece: Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, guardião dos segredos da Amazônia Negra. Sacaca não vem como lembrança. Ele vem encantado. Está vivo na mata, nas águas, nos tambores e na memória do seu povo. Curandeiro, marabaixeiro, folião e defensor da floresta, ele conhece cada folha, cada raiz, cada reza. A Mangueira entra na mata guiada por ele, aprendendo a ouvir o que a natureza ensina. A viagem segue pelos rios. As águas levam Sacaca por afluentes, palafitas e comunidades. Ele navega entre povos indígenas e quilombolas, conversa com extrativistas, aprende com as mulheres das castanhas, observa o ritmo da maré. Ali, tudo depende do rio: o trabalho, a fé, a vida. As águas carregam histórias e mistérios, e Sacaca sabe escutá-los. Da água, ele segue para a floresta. É ali que mora o poder da cura. Sacaca prepara garrafadas, chás, banhos e unguentos. Sementes, cascas, folhas e flores viram remédio. Cada cura mistura planta e oração, ciência e encanto. O saber que ele guarda vem dos ancestrais negros e indígenas, passado de geração em geração. Cuidar é sagrado. Então, os tambores chamam, a floresta vira festa: troncos viram instrumentos, couro esquenta no fogo, o som ecoa. Marabaixo, Batuque, Sairé, Missa dos Quilombos. Ó sagrada dança. A igreja vira terreiro, o terreiro vira rua. As mulheres rodopiam com as saias, o povo canta, o corpo gira. O tambor cura, une e transforma. Sacaca está em tudo isso. Está no mastro que se ergue, no cipó que amarra, no barro moldado pelas louceiras, no açaí que tinge mãos e bocas, na onça que vigia a mata, no amapazeiro que cresce forte e dá sombra. Ele não é só um homem: é floresta viva. No fim do transe, entende-se o segredo. Mestre Sacaca não partiu. Ele se sentou. Virou raiz, água, som e memória. Tornou-se guardião da Amazônia Negra, símbolo de um Norte que resiste, cria e ensina. É essa saga que a Mangueira leva para a avenida. Uma história de cura, encantamento e resistência. Um canto verde e rosa que celebra a Amazônia afro-indígena e lembra que, enquanto a floresta estiver de pé, o encantado seguirá vivo. Cante o samba Autores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal Intérprete: Dowglas Diniz A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá Finquei minha raiz No extremo Norte, onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao Turé Pintada em verde e rosa, jenipapo e urucum Árvore-mulher, Mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente Palikur Regateando o Amazonas no transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Salve o curandeiro, Doutor da Floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva… saravá Negro na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões Ergo e consagro o meu manto Às vitórias do Espírito Santo e São José de Macapá Sou gira, batuque e dançadeira (areia) A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira que a Amazônia Negra eternizou Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito tucuju Ficha técnica Fundação: 28 de abril de 1928 Núcleos: 🟢🩷Verde e Rosa Presidente de Honra: Eli Gonçalves da Silva (Chininha) Presidente: Guanayra Firmino Carnavalesco: Sidnei França Direção de Carnaval: Dudu Azevedo Intérprete: Dowglas Diniz Mestres de Bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão Rainha de Bateria: Evelyn Bastos Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel Evelyn Bastos no ensaio da Mangueira Anderson Bordê/AgNews[/gpt3]

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