
Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, nesta quinta-feira (5), solicitando a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel, para uma penitenciária de segurança máxima.
“A preservação da integridade física dos investigados torna-se questão de interesse público e de proteção da própria instrução criminal, uma vez que qualquer atentado contra suas vidas poderá comprometer a completa elucidação dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos”, argumentaram os parlamentares.
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Preso em uma operação que apura fraude na emissão de carteiras de crédito privadas do Banco Master, Vorcaro ganhou mais uma camada de evidência no debate público após a Polícia Federal (PF) descobrir uma espécie de milícia que atuaria no monitoramento e intimidação de jornalistas e servidores que interferissem no esquema fraudulento. Malta e Girão veem no suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de “Sicário” nos diálogos, uma traição de que outros envolvidos também pudessem atentar contra as próprias vidas.
Antes das novas descobertas, quando se apuravam apenas crimes contra o sistema financeiro, Vorcaro estava solto, utilizando tornozeleira eletrônica. A mudança de relator e os novos fatos fizeram com que Mendonça determinasse, nesta quarta-feira (4), a prisão do empresário. A decisão é mais um de outros sofrimentos que o relator promoveu após receber o caso de Dias Toffoli, que saiu sob suspeitas de relações com o investigado. A própria PF chegou a pedir a suspeição do ministro, mas a decisão de submeter o caso à redistribuição, de acordo com nota emitida pelos dez ministros, foi do próprio Toffoli.
Agora, a Segunda Turma do STF deve decidir se mantém ou não decisão monocrática de André Mendonça. O colegiado é formado por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e pelo próprio relator.












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