O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende viajar aos Estados Unidos no dia 16 de março para uma visita oficial ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, para tratar de temas como multilateralismo, democracia e combate ao crime organizado. A reunião foi organizada no mês passado após uma ligação entre os dois líderes, mas sem uma data marcada.
A possibilidade de que a viagem ocorresse no dia 16 foi sinalizada por ele mais cedo, na madrugada desta terça (24), na saída de um hotel em Seul, na Coreia do Sul, onde cumpriu uma agenda oficial que incluía a assinatura de dez acordos de cooperação bilateral. Ele confirmou a intenção de ampliar o diálogo com o presidente norte-americano e tratar de temas estratégicos para o Brasil.
“Eu tenho uma pauta comprometida com o presidente Trump, que é uma pauta eminentemente de interesse do Brasil, tem uma outra que é de interesse do multilateralismo, tem uma outra que é de interesse da democracia, e isso eu vou conversar com ele. Agora, ele também tem uma pauta dele para mim, e eu só posso aguardar a reunião”, disse os jornalistas.
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Ao ser questionado sobre eventuais ameaças de Trump ao Irã, Lula evitou antecipar qualquer posicionamento e afirmou que não sabe se o tema fará parte da conversa. Ele ressaltou que é preciso aguardar uma reunião para saber quais assuntos serão realizados na mesa.
No campo da segurança pública, Lula anunciou que pretende levar uma técnica comitiva aos Estados Unidos para discutir uma cooperação bilateral no enfrentamento ao crime organizado. A delegação deverá incluir representantes da Polícia Federal, da Receita Federal, além de membros dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda.
“Estou preparando um debate sobre a questão do combate ao crime organizado. Ele sabe que, quando eu for aos Estados Unidos, eu vou levar junto comigo a Polícia Federal, vou levar a Receita Federal, vou levar o Ministério da Fazenda, vou levar o Ministério da Justiça, e vou mostrar para ele que, se ele quiser de verdade combater o crime organizado, o narcotráfico, o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora, porque nós temos expertise nisso com a nossa Polícia Federal”, afirmou.
Lula defendeu uma parceria mais estreita entre Brasil e Estados Unidos para combater o narcotráfico, o tráfico de armas e organizações criminosas internacionais, e também reforçou o discurso de persistência contra grandes esquemas de crimes e corrupção.
“Colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia” é, segundo ele, uma prioridade, acrescentando que, “para isso, qualquer sacrifício”.
Nesta segunda (23), em Seul, Lula tentou reabrir uma negociação para romper barreiras sanitárias impostas pela Coreia do Sul à carne brasileira por pressão de produtores locais. As tratativas estão interrompidas há 15 anos. O petista também demonstrou interesse com o governo sul-coreano de avançar nas conversas para um amplo acordo comercial com o Mercosul.












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