
No programa Última Análise desta quinta-feira (06), os convidados analisaram a atitude duvidosa do presidente Lula que, em solidariedade ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, preteriu a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) e deve ir à Colômbia, para a cúpula de líderes da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). A justificativa oficial da viagem, dada pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi prestar “solidariedade regional à Venezuela”, defendendo a posição de que a América Latina e, sobretudo, a América do Sul é uma região de paz e cooperação.
O escritor Francisco Escorcim questionou a extensão da “solidariedade” de Lula ao regime de Nicolás Maduro. “Se houver uma invasão norte-americana no país vizinho, este apoio vai se dar em termos de defesa da Venezuela com nossas forças armadas também?”, ele questionou, em referência às ações militares de Donald Trump na região.
Além do aceno à ditadura venezuelana, o petista vai se encontrar com Gustavo Petro, o presidente colombiano, que foi acusado por Trump de ser líder do narcotráfico e de transformar a Colômbia em uma máquina de exportação de drogas. Petro e familiares foram sancionados pelo governo americano.
“Gustavo Petro também já foi acusado pelos EUA de favorecer o tráfico de cocaína, que teria prosperado na sua gestão. Ou seja, também está envolvido nas acusações americanas de narcoterrorismo”, lembra o jornalista da Gazeta do Povo Omar Godoy.
Ainda assim, o despeito do discurso oficial de defesa dos pobres, tradicional na retórica petista, a comitiva lulista, incluindo a primeira-dama Janja, foi hospedado num iate de luxo chamado Lana 3que possui mais de 10 camarotes, sala de jantar, solário e deck. Ainda assim, o evento da COP-30 teve gastos questionáveis pelo excesso de valores.
“É uma incoerência acachapante de quem faz um discurso pela igualdade. Vamos lembrar que ele tinha a opção de um navio da Marinha, com custo reduzido, mas Lula não aceitou porque não tinha o conforto necessário”, afirma Escorsim.
Gilmar Mendes critica a “politização” da segurança pública
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, não vê necessidade de equiparar as facções a organizações terroristas. A declaração ocorreu na quarta-feira (5), em entrevista coletiva durante o 1º Fórum de Buenos Aires. O evento faz parte de uma série de seminários do Instituto de Direito Público (IDP), do qual Gilmar é sócio. O ministro também avaliou que “existe um excesso de politização em torno do combate ao crime”.
“É no mínimo curioso que um ministro do Supremo saia dando opiniões divergentes à mudança na legislação e ao mesmo tempo reivindicar o excesso de politização de um tema”, ironizou o jurista André Marsiglia.
Moraes e o novo inquérito
O ministro Alexandre de Moraes determinou uma investigação, no âmbito da ADPF das Favelas, para que a Polícia Federal investigue esquemas de lavagem de dinheiro de facções e milícias, e a infiltração de organizações criminosas no poder público.
“Ele é viciado em protagonismo. Se não tem um holofote, ele vai para debaixo de um e é capaz de dar 48 horas para explicar por que não está no holofote. Hoje se tornou uma espécie de ‘faz tudo’ dentro da Corte”, criticou Marsiglia.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas tentados para os rumores do país.











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