Juiz de Fora registra a primeira morte confirmada por hepatite A em 2026, vitimando <b>Ângela Cristina Terra Pinto</b>, uma cuidadora de idosos de 60 anos. Descrita pela família como ativa e saudável, Ângela faleceu em 30 de abril, deixando duas filhas e um neto de 8 anos. A cidade enfrenta um cenário desafiador, com 808 casos confirmados da doença até o fim de abril, tornando-se o município com o maior número de registros em Minas Gerais no ano.
O Legado Familiar de Ângela Cristina
Thaís Terra, filha de Ângela, a descreve como o pilar da família e o porto seguro de seu neto. "Meu filho era o amor da vida dela. Ele é especial e além de mim só aceitava ficar com ela", relata Thaís, evidenciando o profundo vínculo afetivo e a importância de Ângela no contexto familiar.
Confirmação e Investigação da Causa da Morte
A confirmação laboratorial da presença do vírus da hepatite A em Ângela Cristina foi anunciada pelo Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). Contudo, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que o óbito permanece sob investigação. A PJF esclarece que a análise laboratorial é apenas uma das etapas do processo investigativo, que também considera o quadro clínico, antecedentes epidemiológicos, fatores de risco e outras informações para determinar a causalidade.
Hipótese Familiar sobre o Contágio
A família suspeita que Ângela tenha contraído o vírus ao prestar auxílio a amigos afetados por uma forte chuva em 23 de fevereiro. Segundo Thaís, essa foi a única atividade incomum realizada pela mãe, que se dedicou à limpeza e organização de uma casa inundada. Curiosamente, o neto e a idosa que ela cuidava, que consumiram a mesma água e comida, não apresentaram sintomas.
Progressão dos Sintomas e Óbito
A cronologia dos eventos detalha uma rápida deterioração da saúde de Ângela: em 24 de fevereiro, ela auxiliou os amigos; em 23 de abril, manifestou sintomas semelhantes a uma gripe forte; em 27 de abril, foi internada na UPA Santa Luzia devido a uma piora rápida; em 28 de abril, foi transferida para o HMTJ com comprometimento renal e neurológico. Lamentavelmente, na madrugada de 30 de abril, apenas três dias após os primeiros sintomas graves, Ângela não resistiu às complicações de sepse e falência hepática.
Crescimento de Casos de Hepatite A em Juiz de Fora
Os 808 casos de hepatite A confirmados em Juiz de Fora até abril de 2026 representam mais de 70% dos registros de todo o estado de Minas Gerais no período. Este número supera o total acumulado na cidade nos últimos dez anos (2016-2025). A distribuição dos casos abrange todas as regiões do município, com maior concentração nas áreas central e sul.
Posicionamento da Prefeitura de Juiz de Fora
A PJF mantém o monitoramento dos casos de hepatite A na cidade e relata uma queda média de 32% nas últimas cinco semanas epidemiológicas, sugerindo uma tendência de redução. Além disso, a prefeitura, citando a Secretaria de Estado de Saúde, reitera que Juiz de Fora não se encontra em um cenário de surto da doença, apesar do alto número de registros.
Fonte: https://g1.globo.com












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