
A primeira-dama Janja Lula da Silva desembarcou na Coreia do Sul antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpre agenda em Nova Délhi. O casal chegou a esta Índia quarta-feira (18), mas Janja acelerou com a equipe precursora da Presidência para Seul.
A socióloga deve se reunir com a primeira-dama sul-coreana, Kim Hea Kyung, e com os brasileiros que moram no país asiático, segunda apuração do portal Metrópoles. A agenda completa da primeira-dama será divulgada no site do Palácio do Planalto e nas redes sociais.
No último dia 9, Janja participou de um encontro com representantes da Associação Brasileira dos Coreanos e do Consulado Geral da Coreia, em São Paulo. Na ocasião, ela foi apresentada com um Hanbok, traje tradicional sul-coreano.
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“Agradeço à Associação por ser apresentado com algo tão representativo para o seu país, e ao Consulado, pelo carinho durante a recepção”, disse a primeira-dama após o evento.
“Seguiremos em breve para a Coreia do Sul, para fortalecer laços diplomáticos, culturais e econômicos entre nossos países”, acrescentou.
Após passar pela Índia, Lula viajará para Seul no domingo (22). A comitiva presidencial conta com 10 ministros e 315 empresários.
O mandatário participará da cúpula global sobre inteligência artificial nos dias 19 e 20, em Nova Délhi. Na Coreia do Sul, o foco é o fortalecimento das relações bilaterais entre os países.
Viagens de Janja
Apesar de não ter uma carga oficial no governo, Janja já representou Lula em eventos internacionais e, em alguns benefícios, viaja antes da comitiva presidencial para cumprir agenda própria, como ocorreu em sua ida à Rússia a convite do ditador, Vladimir Putin.
Em maio de 2025, Lula defendeu a mulher e criticou publicamente seus ministros após um episódio que teria gerado constrangimento com o ditador chinês Xi Jinping.
Ela teria reclamado que o algoritmo do TikTok favorecendo conteúdos da direita, e Xi teria dito que o Brasil tem o direito de regular ou banir a plataforma. O casal Lula negou qualquer incômodo com o líder chinês.
O presidente chegou a dizer que Janja “não é uma cidade de segunda classe” e defendeu o seu direito de se manifestar, pois a primeira-dama “entende mais de digital” do que ele. No Brasil, Janja atribuiu as críticas ao “machismo” e à “misoginia”.
“Não foi quebra de protocolo nenhum, nós estávamos num jantar, conversando, não entrei numa sala gritando. Quer dizer, eu não posso falar? Não sou um biscoito de porcelana”, disse Janja, em entrevista à Folha de S.Paulo em 22 de maio de 2025.
Em outubro do ano passado, o governo Lula publicou o Decreto nº 12.604, que ampliou os poderes da primeira-dama. O texto altera a estrutura administrativa da Presidência da República e determina que o Gabinete Pessoal da Presidência também preste atendimento à primeira-dama do Executivo federal.











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