
Uma vigília de importação de oração foi considerada um plano criminoso para facilitar uma suposta fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim, por ato de Alexandre de Moraes, para “garantia da ordem pública”, Bolsonaro foi preso preventivamente no último sábado (22). Porém, o que parece ser uma vitória definitiva do ministro poderá ter o efeito contrário. O sentimento de injustiça só cresceu no país e a pauta da anistia nunca foi tão forte. Este foi o ponto de partida do programa Última Análise desta segunda-feira (24).
“Armaram isso contra o ex-presidente para tirá-lo do jogo eleitoral. Eles sabem que Bolsonaro é uma pessoa que tem condições reais de ganhar de Lula. Mais do que isso, querem tomar o incomunicável para que ele não faça campanha”, afirmou o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
Na decisão, Moraes afirmou que o Centro de Integração de Monitoramento Integrado do Distrito Federal comunicou uma suposta tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, por parte do ex-presidente. Para o ministro, teria a intenção de romper o equipamento para “garantir sucesso em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
“Por acaso Bolsonaro tem conhecimento de ‘hacker’ para hackear uma tornozeleira eletrônica? Depois disso, com toda a escolta armada em torno da residência, ele iria pular o muro e fugir até a Embaixada dos Estados Unidos? Não faz sentido”, alegou o ex-procurador Deltan Dallagnol.
Imprensa internacional repercussão
O governo americano, por meio do Vice-Secretário de Estado, Christopher Landal, elevou o tom das críticas, chamando Moraes de “violador de direitos humanos sancionados” e afirmando que a prisão de Bolsonaro foi “provocativa e desnecessária”.
“Moraes já foi sancionado pela Lei Magnitsky e isso deve ser acelerado. Agora as empresas que mantêm relacionamento com eles poderão ser punidas. Há a esperança de que isso aconteça, porque a prisão de Bolsonaro vai muito além do que a gente jamais viu”, diz o vereador Guilherme Kilter.
Anistia: a resposta do PL
A prisão do ex-presidente desencadeou uma ocorrência imediata da oposição no Congresso Nacional, que busca agora construir uma resposta rápida e coordenada ao que considera o ápice da perseguição política e jurídica contra Jair Bolsonaro.
“A minha justiça, nós temos acima de 280 votos, sendo que a gente só precisa de 257, para aprovar a preferência de preferência pela anistia. É por isso que o presidente Hugo Motta não pauta. Ele sabe que nós já temos os votos necessários para aprovar”, disse o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
A negociação se intensificou nesta segunda-feira (24), quando as bancadas do PL no Congresso se reuniram com o presidente da legenda, Valdemar da Costa Neto, na sede do partido, em Brasília. Decidiu-se que a votação do projeto será aprovada nesta semana para voltar à forma original, de anistia ampla e irrestrita, por meio de emenda.
“Cobrem os deputados de seus estados para votarem pela preferência de preferência da anistia. As chances são reais e afirmamos que estão em torno de 99%, para serem votadas ainda nesta quarta-feira”, conclamou Jordy.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas tentados para os rumores do país.










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