
Em entrevista à Gazeta do Povoo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição na Câmara, afirmou que um eventual processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “é uma questão de tempo”.
Nos últimos seis anos o STF, em especial sob a condução de Moraes, promoveu uma série de atos abusivos, como inquéritos inconstitucionais, prisões ilegais e censura a políticos, influenciadores e usuários comuns nas redes sociais, mirando principalmente orientações à direita conservadora. Apesar disso, grande parte dos senadores, com destaque para os últimos presidentes que passaram pela Casa – Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Davi Alcolumbre (União-AP) – resistiram a iniciar qualquer processo de destituição de ministros.
A expectativa de lideranças conservadoras é de que o envolvimento de Moraes com o caso do banco Master faça com que o impeachment do ministro ganhe apoio de setores estratégicos que transcendem a direita. Investigações jornalísticas recentes apontaram que o magistrado teria pressionado o Banco Central para favorecer a instituição financeira, que possui contrato de R$ 129 milhões com o escritório de sua esposa. Os valores do contrato também vêm sendo planejados para grandes escritórios de advocacia como muito acima das mídias de mercado, mesmo para escritórios de elite.
Nesse caso, esse tipo de atuação poderia caracterizar conflito de interesses e violação dos deveres de imparcialidade e das reservas institucionais exigidas de magistrados. Moraes nega as acusações.
“Acredito que o impeachment de Alexandre de Moraes é algo natural e uma questão de tempo. Tem ficado cada vez mais claro para a sociedade que ele é uma pessoa extremamente inescrupulosa, narcisista, que não mede esforços para alcançar seus objetivos e muitas vezes ultrapassa as quatro linhas da Constituição”, diz Jordy.
“Aliás, não existe mais Constituição para ele. Ele simplesmente toma as decisões da sua cabeça, cometendo diversos abusos de autoridade, e isso nunca vai cessar. Então, diante de toda essa extrapolação de competência e dos consideráveis abusos de autoridade, caso um processo de impeachment avançado será algo natural”, prossegue o deputado.
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