O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confirmou nesta quarta (14) que deixará o governo ainda neste mês e que deverá comunicar a decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias. Ainda não se sabe se ele sairá do ministério para participar da campanha de reeleição do petista ou disputará alguma carga eletiva pelo estado de São Paulo.
A confirmação da saída do governo foi dada em uma entrevista gravada à GloboNews mais cedo e que será veiculado à noite. De acordo com as primeiras informações divulgadas pela jornalista Miriam Leitão, que o entrevistou, Haddad tentará emplacar o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, como seu substituto.
Fernando Haddad afirmou que essa mudança antes do prazo definido pela Justiça Eleitoral, no mês de abril, é importante para que quem for escolhido possa desenvolver o trabalho durante o ano inteiro, tratando todas as questões orçamentárias e fiscais.
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Ainda na entrevista, Haddad defendeu Durigan por ter “muito trânsito” na Esplanada e que, por conta disso, conseguirá conter a pressão fiscal “sempre maior no ano eleitoral”. Além do que há a expectativa de que ocorra uma ocorrência no Congresso pelo veto de Lula a R$ 11 bilhões em emendas parlamentares no Orçamento de 2026.
O ministro, no entanto, acredita que o petista não deve sofrer pressão por causa disso, já que a regra que limita a execução das emendas em 30% foi aprovada pelos próprios parlamentares.
Em outro momento, Haddad exaltou o desempenho econômico do governo afirmando que conseguiu reduzir em 70% o déficit público que recebeu.
Candidatura em 2026
Nos bastidores, especula-se a possibilidade de Haddad se candidatar ao Senado pelo estado de São Paulo. Outros petistas afirmam, ainda, que ele poderia formar um palanque forte para Lula se candidatar a governador.
O ministro, no entanto, estaria resistindo a concorrer a uma carga eletiva e, numa entrevista no ano passado, se colocou à disposição para trabalhar na campanha de Lula à reeleição.
“Manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda. Não tem como colaborar com a campanha no cargo de ministro da Fazenda”, afirmou Fernando Haddad durante a última reunião ministerial de 2025.
Pela legislação eleitoral, os ministros que pretendem disputar eleições precisam se afastar do cargo até dia 3 de abril de 2026, mas Haddad disse que optou por antecipar a saída. O argumento apresentado é garantir uma transição organizada e permitir que o sucessor prepare medidas econômicas estratégicas para o ano.











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