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Governo e caminhoneiros fazem acordo para adiar possibilidade de greve

Redação Por Redação
25 de março de 2026
Em Notícias
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Governo e caminhoneiros fazem acordo para adiar possibilidade de greve
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Lideranças de caminhoneiros e o governo federal chegaram a um acordo nesta quarta-feira (25) para adiar a possibilidade de uma nova greve nacional da categoria, após uma reunião no Palácio do Planalto que tratou diretamente do piso mínimo do frete e da manutenção da medida provisória do setor. O encontro terminou sem anúncio de paralisação e com o compromisso do Executivo de preservar o texto original da medida no Congresso.

Apesar do acordo momentâneo, não há garantia de que o risco de paralisação esteja totalmente descartado, já que movimentos anteriores chegaram a ser adiados antes de novas ameaças. Os representantes da categoria deixaram claro que a mobilização continuará, mas agora com foco político na tramitação da medida provisória no Congresso Nacional.

“Eles decidiram não fazer greve porque foram atendidos por uma medida provisória do governo. Existem grupos que apostaram no caos para fazer politicagem eleitoral. E as organizações de caminhoneiros tiveram a responsabilidade de olhar para os trabalhadores e não fazer política nem de um lado nem de outro”, disse o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, a jornalistas após a reunião.

VEJA TAMBÉM:

  • Caminhoneiros protestam bloqueando a Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica (RJ), durante uma greve de maio de 2018.

    Nova greve dos caminhoneiros? 4 efeitos imediatos se a categoria cruzar os braços

Por outro lado, o presidente do Sindicam Santos, Luciano Santos de Carvalho, um dos sindicatos que participaram da reunião, afirmou que o acordo atual excluiu a greve no curto prazo, mas mantém a pressão institucional.

“Quando há diálogo e a categoria é atendida, não se faz greve. A greve ocorre quando há perdas, não quando há ganhos. Ganhamos uma batalha; a disputa agora é no Congresso Nacional”, declarou.

A reunião teve a participação de diversas autoridades e representantes do setor, incluindo membros do governo e lideranças de entidades como a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos (CNTA), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Em Transportes e Logística (CNTTL) e sindicatos regionais.

Boulos reforçou que há preocupação com possíveis alterações no texto durante a tramitação legislativa e prometeu atuar para evitar mudanças nos pontos já acordados com a categoria.

“Nosso compromisso é defender o texto da MP no Congresso, sem retrocessos”, disse Boulos.

Além da medida provisória, o governo anunciou um reforço na fiscalização do mercado de combustíveis, com atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Polícia Federal, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons estaduais. Segundo o ministro, há preocupação com práticas abusivas que impactam diretamente os custos dos caminhoneiros, especialmente no diesel.

“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras”, completou.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também detalhou novas medidas de controle, incluindo fiscalização eletrônica e classificações de dados para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. As empresas que descumprirem as regras poderão sofrer avaliações mais duras, como suspensão cautelar e até perda do registro em caso de reincidência.

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