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Feminicídio de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda

Redação Por Redação
25 de março de 2026
Em Notícias
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Feminicídio de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Feminicídio de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda
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Delegada aponta medo e vergonha como barreiras para denunciar agressões A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, chamou a atenção por mostrar que nenhuma mulher é imune à violência de gênero, independentemente da função que ocupa. O caso também expõe um padrão recorrente nos feminicídios, que é o controle exercido pelo agressor. “O caso foi tão emblemático porque mostra que não é sobre quem é a vítima, porque a Dayse era uma mulher forte, uma autoridade. A violência de gênero é sobre quem é o homem”, disse a delegada Raffaella Almeida Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O comandante foi morto nesta segunda-feira (23), com tiros na cabeça cinco dentro de casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Segundo a família, o policial rodoviário usou uma escada para invadir o imóvel. Depois do crime, foi até a cozinha e tirou a própria vida. O PRF, que tirou a própria vida após matar Dayse, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a delegada, as investigações apontam que a guarda tentou romper com o PRF, um homem considerado “possessivo e extremamente controlador”. No Espírito Santo, 35 feminicídios foram registrados em 2025, segundo o Observatório de Segurança Pública da Sesp. Em 2026, já são cinco vítimas, incluindo o caso de Dayse, o primeiro em Vitória após mais de 650 dias sem registros desse tipo de crime na capital. Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, foi morta com cinco tiros na cabeça pelo namorado policial rodoviário federal, Diego Oliveira Souza, no Espírito Santo Reprodução/ Redes Sociais MAIS SOBRE O CASO: “POSSESSIVO”: Policial rodoviário matou chefe da Guarda de Vitória após ela pedir fim do namoro, diz polícia ASSASSINATO: Chefe da Guarda morta por namorado PRF lutou contra o feminicídio: ‘Ela não conseguiu salvar a própria vida’, diz secretário NA MADRUGADA: ‘Já flagrei ele tentando enforcar a Dayse’, diz pai de guarda morta pelo namorado PRF A secretária estadual das Mulheres, Jacqueline Moraes, falou sobre a falsa sensação de proteção associada à posição de poder da vítima. “É um lugar de impotência. Não adianta a gente falar da autodefesa da mulher. A Dayse estava no comando, tinha uma arma, mas a covardia do seu algoz é de um limite, que pega uma mulher dormindo, entra na casa dela e faz”, desabafou. A sociedade deve olhar para os homens Para a delegada Raffaella, a sociedade precisa entender que a violência do gênero está ligada a um sentimento de posse. “É sobre a mulher não querer mais aquele relacionamento e sobre ele falar: ‘Você é meu, e agora você vai pagar até mesmo com a sua vida, porque, a partir do momento que eu enxergo que você é meu objeto, você é um instrumento da minha dominação'”, declarou. ENTENDA: Inseguro, possessivo e insensível: o perfil dos agressores de mulheres no ES A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) Reprodução/Rede social De acordo com a investigação, o policial rodoviário não aceitou o fim do relacionamento. O pai do comandante, que estava em casa no momento dos disparos, confirmou que a filha queria terminar com Diego. Segundo a delegada, após a morte de Dayse, surgiram relatos que apresentam comportamentos típicos de relações abusivas, como ciúme evidente, possessividade e controle, sinais que, muitas vezes, antecedem episódios mais graves de violência. “A violência não começa no momento que houve aquele primeiro tiro que ceifou a vida dela. A violência começa naquele primeiro controle, naquela hora que ele vai falar: ‘essa roupa não é adequada’, ‘você não vai conversar com fulano’. Então, perceber essa violência e procurar ajuda não é um ato de fraqueza, mas sim de coragem”, disse. 🚨 Veja sinais de alerta em relações abusivas: Controle disfarçado de cuidado, com tentativa de decidir roupas, rotina ou amizades; Ciúme excessivo e comportamento possessivo; Tentativas de afastar a mulher de amigos e familiares; Necessidade de domínio e tratamento da parceria como propriedade; Dificuldade em aceitar o fim do relacionamento; Alternância entre afeto e atitudes de controle ou intimidação; Minimização de comportamentos abusivos, com justificativas como “é cuidado”; Escalada gradual de violência, que pode evoluir para agressões físicas. Infográfico – Comandante da Guarda Municipal foi morto em casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória, Espírito Santo Arte/g1 LEIA TAMBÉM: ‘APANHEI TANTO QUE DESMAIEI’: Pedreiro é morto a tiros dentro de casa após briga com a esposa em Cariacica VIAJAVA COM AMIGOS: Advogada brasileira morre afogada em praia no México ACIDENTE: Mulher morre após ser capturada por carro e jogo contra muro em Vila Velha Vergonha de pedir ajuda A a delegada Raffaella também destacou que a ausência de registros formais não significa que a violência não existisse. No caso da Dayse, não houve boletim de ocorrência anterior. Para a gerente de Proteção à Mulher do Sesp, delegada Michele Meira, o caso evidencia um desafio adicional, que é a dificuldade das mulheres, inclusive as que atuam no enfrentamento à violência, em buscar ajuda. “Eu acho que a gente também precisa considerar o quanto é desafiador para uma mulher que trabalha no enfrentamento da violência contra a mulher ter a atitude de buscar ajuda. Por muitas vezes, essas mulheres se sentem envergonhadas, se sentem com medo de que a repercussão que isso pode dar para sua carreira, para o seu trabalho. E muitas vezes elas não acabam não buscando ajuda”, afirmou. A comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques, que ocupa desde janeiro de 2025 o mesmo cargo ocupado por Dayse, também desabafou sobre o impacto do caso. “A gente sai derrotada daqui hoje. Saber que a gente trabalha tanto, esse é o meu sentimento. A gente precisa parar de fazer politicagem com a causa das mulheres, parar de querer só engajamento e fazer algo de verdade, eu tô exausta hoje. Amanhã é outro dia”, lamentou. ☎️ Canais de denúncia gratuitos para mulheres vítimas de violência: Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Registar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes; Disque 190 – Número para situações de emergência, ou seja, para casos de flagrante delito. Peça ajuda e denúncia: Delegacias da mulher do ES: veja a lista e saiba quais funcionam 24 horas Sobre o comandante A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, era pedagoga e deixa uma filha de 8 anos. Ela foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) Reprodução/Rede social A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, cresceu na região da Grande Santo Antônio. Formada em Pedagogia, trocou a sala de aula pela corporação após passar em concurso um em 2012 e foi admitida em novembro de 2013. Em janeiro de 2023, foi nomeada subsecretária e comandante da corporação, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Ela também tinha pós-graduação em Segurança Pública Municipal. A guarda faria aniversário no próximo dia 3 de abril. Ela deixa uma filha de oito anos, fruto de um relacionamento anterior, com um sargento da Polícia Militar. A menina estava com a família paterna e não presenciava o crime. Segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, a filha e o policial rodoviário federal se relacionaram há cerca de quatro anos e os relatos de violência e agressões eram comuns. “Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contornou Carlos Roberto Teixeira. Pai da Guarda de Vitória disse que dormia quando filha foi morta por namorado PRF Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Delegada aponta medo e vergonha como barreiras para denunciar agressões A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, chamou a atenção por mostrar que nenhuma mulher é imune à violência de gênero, independentemente da função que ocupa. O caso também expõe um padrão recorrente nos feminicídios, que é o controle exercido pelo agressor. “O caso foi tão emblemático porque mostra que não é sobre quem é a vítima, porque a Dayse era uma mulher forte, uma autoridade. A violência de gênero é sobre quem é o homem”, disse a delegada Raffaella Almeida Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O comandante foi morto nesta segunda-feira (23), com tiros na cabeça cinco dentro de casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Segundo a família, o policial rodoviário usou uma escada para invadir o imóvel. Depois do crime, foi até a cozinha e tirou a própria vida. O PRF, que tirou a própria vida após matar Dayse, pode ter cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo a delegada, as investigações apontam que a guarda tentou romper com o PRF, um homem considerado “possessivo e extremamente controlador”. No Espírito Santo, 35 feminicídios foram registrados em 2025, segundo o Observatório de Segurança Pública da Sesp. Em 2026, já são cinco vítimas, incluindo o caso de Dayse, o primeiro em Vitória após mais de 650 dias sem registros desse tipo de crime na capital. Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória, foi morta com cinco tiros na cabeça pelo namorado policial rodoviário federal, Diego Oliveira Souza, no Espírito Santo Reprodução/ Redes Sociais MAIS SOBRE O CASO: “POSSESSIVO”: Policial rodoviário matou chefe da Guarda de Vitória após ela pedir fim do namoro, diz polícia ASSASSINATO: Chefe da Guarda morta por namorado PRF lutou contra o feminicídio: ‘Ela não conseguiu salvar a própria vida’, diz secretário NA MADRUGADA: ‘Já flagrei ele tentando enforcar a Dayse’, diz pai de guarda morta pelo namorado PRF A secretária estadual das Mulheres, Jacqueline Moraes, falou sobre a falsa sensação de proteção associada à posição de poder da vítima. “É um lugar de impotência. Não adianta a gente falar da autodefesa da mulher. A Dayse estava no comando, tinha uma arma, mas a covardia do seu algoz é de um limite, que pega uma mulher dormindo, entra na casa dela e faz”, desabafou. A sociedade deve olhar para os homens Para a delegada Raffaella, a sociedade precisa entender que a violência do gênero está ligada a um sentimento de posse. “É sobre a mulher não querer mais aquele relacionamento e sobre ele falar: ‘Você é meu, e agora você vai pagar até mesmo com a sua vida, porque, a partir do momento que eu enxergo que você é meu objeto, você é um instrumento da minha dominação'”, declarou. ENTENDA: Inseguro, possessivo e insensível: o perfil dos agressores de mulheres no ES A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) Reprodução/Rede social De acordo com a investigação, o policial rodoviário não aceitou o fim do relacionamento. O pai do comandante, que estava em casa no momento dos disparos, confirmou que a filha queria terminar com Diego. Segundo a delegada, após a morte de Dayse, surgiram relatos que apresentam comportamentos típicos de relações abusivas, como ciúme evidente, possessividade e controle, sinais que, muitas vezes, antecedem episódios mais graves de violência. “A violência não começa no momento que houve aquele primeiro tiro que ceifou a vida dela. A violência começa naquele primeiro controle, naquela hora que ele vai falar: ‘essa roupa não é adequada’, ‘você não vai conversar com fulano’. Então, perceber essa violência e procurar ajuda não é um ato de fraqueza, mas sim de coragem”, disse. 🚨 Veja sinais de alerta em relações abusivas: Controle disfarçado de cuidado, com tentativa de decidir roupas, rotina ou amizades; Ciúme excessivo e comportamento possessivo; Tentativas de afastar a mulher de amigos e familiares; Necessidade de domínio e tratamento da parceria como propriedade; Dificuldade em aceitar o fim do relacionamento; Alternância entre afeto e atitudes de controle ou intimidação; Minimização de comportamentos abusivos, com justificativas como “é cuidado”; Escalada gradual de violência, que pode evoluir para agressões físicas. Infográfico – Comandante da Guarda Municipal foi morto em casa, no bairro Santo Antônio, em Vitória, Espírito Santo Arte/g1 LEIA TAMBÉM: ‘APANHEI TANTO QUE DESMAIEI’: Pedreiro é morto a tiros dentro de casa após briga com a esposa em Cariacica VIAJAVA COM AMIGOS: Advogada brasileira morre afogada em praia no México ACIDENTE: Mulher morre após ser capturada por carro e jogo contra muro em Vila Velha Vergonha de pedir ajuda A a delegada Raffaella também destacou que a ausência de registros formais não significa que a violência não existisse. No caso da Dayse, não houve boletim de ocorrência anterior. Para a gerente de Proteção à Mulher do Sesp, delegada Michele Meira, o caso evidencia um desafio adicional, que é a dificuldade das mulheres, inclusive as que atuam no enfrentamento à violência, em buscar ajuda. “Eu acho que a gente também precisa considerar o quanto é desafiador para uma mulher que trabalha no enfrentamento da violência contra a mulher ter a atitude de buscar ajuda. Por muitas vezes, essas mulheres se sentem envergonhadas, se sentem com medo de que a repercussão que isso pode dar para sua carreira, para o seu trabalho. E muitas vezes elas não acabam não buscando ajuda”, afirmou. A comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques, que ocupa desde janeiro de 2025 o mesmo cargo ocupado por Dayse, também desabafou sobre o impacto do caso. “A gente sai derrotada daqui hoje. Saber que a gente trabalha tanto, esse é o meu sentimento. A gente precisa parar de fazer politicagem com a causa das mulheres, parar de querer só engajamento e fazer algo de verdade, eu tô exausta hoje. Amanhã é outro dia”, lamentou. ☎️ Canais de denúncia gratuitos para mulheres vítimas de violência: Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Registar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes; Disque 190 – Número para situações de emergência, ou seja, para casos de flagrante delito. Peça ajuda e denúncia: Delegacias da mulher do ES: veja a lista e saiba quais funcionam 24 horas Sobre o comandante A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, era pedagoga e deixa uma filha de 8 anos. Ela foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) Reprodução/Rede social A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, cresceu na região da Grande Santo Antônio. Formada em Pedagogia, trocou a sala de aula pela corporação após passar em concurso um em 2012 e foi admitida em novembro de 2013. Em janeiro de 2023, foi nomeada subsecretária e comandante da corporação, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Ela também tinha pós-graduação em Segurança Pública Municipal. A guarda faria aniversário no próximo dia 3 de abril. Ela deixa uma filha de oito anos, fruto de um relacionamento anterior, com um sargento da Polícia Militar. A menina estava com a família paterna e não presenciava o crime. Segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, a filha e o policial rodoviário federal se relacionaram há cerca de quatro anos e os relatos de violência e agressões eram comuns. “Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contornou Carlos Roberto Teixeira. Pai da Guarda de Vitória disse que dormia quando filha foi morta por namorado PRF Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo[/gpt3]

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