O ex-ministro Carlos Marun, um dos principais aliados de Michel Temer (MDB), afirmou que vai procurá-lo ainda nesta semana para tentar convencê-lo a disputar a presidência da República nas eleições de outubro. Segundo ele, a candidatura possível teria como objetivo principal quebrar a polarização entre simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de, na visão dele, devolver o protagonismo ao centro político.
Marun avalia que o momento político abre espaço para uma candidatura que ele define como fora dos extremos, embora reconheça nomes como os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD-RS), do Rio Grande do Sul. No entanto, o ex-ministro afirma que essa bandeira se encaixará melhor no MDB, partido de Temer.
“A candidatura do presidente Temer será consistente, se vai ganhar ou não é outra coisa. No mínimo, ele vai cumprir um grande papel”, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo publicado nesta segunda (26).
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Marun afirma que Temer ainda não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade de concorrer, mas diz acreditar que vale insistir. O político fez parte da chapa de Dilma Rousseff (PT) na campanha de reeleição em 2014, e assumiu o governo após o impeachment do petista em 2016.
“Eu vejo os olhos dele brilhando quando fala de política, e ele está na plenitude de sua saúde física e mental. Vale a tentativa”, afirmou.
O ex-ministro também admite que a motivação de Temer passa por uma insatisfação pessoal com o atual cenário eleitoral, de não querer votar em Lula e nem no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alçado a pré-candidato da direita por escolha do pai.
Carlos Marun ainda atirou que não pretendia votar em Lula por ser constantemente chamado de “golpista” pelo petista por causa do impeachment de Dilma.
“De dois em dois meses ele nos chama de golpistas”, pontuável.
Ao mesmo tempo, ele não se identificou com a direita aliada de Bolsonaro e criticou a viagem de Flávio a Israel no início da pré-campanha. Descendente de libaneses, Marun afirmou ter posições críticas ao primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
O ex-ministro informou ainda que pretende conversar com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para discutir o projeto político. Segundo ele, uma eventual candidatura de Temer poderia ajudar a unificar o partido, hoje dividido entre as homologações ao lulismo e a Bolsonaro.











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