Estudante que fraudou sistema de cotas na UniRio vai pagar R$ 720 mil após acordo com MPF
[/gpt3]que fraudou o sistema de cotas na UniRio vai pagar R$ 720 mil após acordo com MPF O Ministério Público Estudante Federal (MPF) firmou um acordo civil com um ex-estudante de Medicina da UniRio que fraudou o sistema de cotas raciais em 2018. Branca, ela se autodeclarou negra para ingressar no curso pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que naquele ano ainda não tinha banco de verificação fenotípica. O caso foi identificado no procedimento administrativo da universidade. O acordo, firmado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), prevê o pagamento de R$ 720 mil, divididos em 100 parcelas mensais de R$ 7.200 destinadas à universidade. Em troca, a médica não perderá o diploma. Segundo o TAC, os valores pagos serão reembolsados ao custeio do Curso de Letramento Racial da UNIRIO e ao financiamento de bolsas para estudantes negros do curso de Medicina, que ingressaram regularmente pelas cotas raciais Além da indenização, a ex-aluna terá de frequentar e concluir o curso de Letramento Racial, com carga horária de 60 horas e frequência mínima de 75%, a partir de 2026. Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. O MPF concorda com todos os 15 casos de possível fraude no sistema de cotas da UNIRIO — 14 além deste. Este foi o primeiro acordo celebrado. Para compensar as matrículas irregulares, a universidade abriu 15 vagas adicionais para estudantes cotistas após a identificação dos casos. Em 2018, a seleção para vagas destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas na UNIRIO foi feita apenas por autodeclaração, conforme edital daquele ano. Apenas em 2021 a universidade regulamentou um banco de heteroidentificação para análise de casos suspeitos. Um estudante chegou a obter decisão judicial que impedia o desligamento e impediu sua formatura. A sentença, porém, foi posteriormente reformada, e o caso acabou resolvido pelo TAC. Atualmente, para ingressar pela política de cotas raciais, o estudante passa por uma banca de heteroidentificação, que avalia critérios fenotípicos. Esse procedimento segue as orientações do Ministério Público Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.que fraudou o sistema de cotas na UniRio vai pagar R$ 720 mil após acordo com MPF O Ministério Público Estudante Federal (MPF) firmou um acordo civil com um ex-estudante de Medicina da UniRio que fraudou o sistema de cotas raciais em 2018. Branca, ela se autodeclarou negra para ingressar no curso pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que naquele ano ainda não tinha banco de verificação fenotípica. O caso foi identificado no procedimento administrativo da universidade. O acordo, firmado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), prevê o pagamento de R$ 720 mil, divididos em 100 parcelas mensais de R$ 7.200 destinadas à universidade. Em troca, a médica não perderá o diploma. Segundo o TAC, os valores pagos serão reembolsados ao custeio do Curso de Letramento Racial da UNIRIO e ao financiamento de bolsas para estudantes negros do curso de Medicina, que ingressaram regularmente pelas cotas raciais Além da indenização, a ex-aluna terá de frequentar e concluir o curso de Letramento Racial, com carga horária de 60 horas e frequência mínima de 75%, a partir de 2026. Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. O MPF concorda com todos os 15 casos de possível fraude no sistema de cotas da UNIRIO — 14 além deste. Este foi o primeiro acordo celebrado. Para compensar as matrículas irregulares, a universidade abriu 15 vagas adicionais para estudantes cotistas após a identificação dos casos. Em 2018, a seleção para vagas destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas na UNIRIO foi feita apenas por autodeclaração, conforme edital daquele ano. Apenas em 2021 a universidade regulamentou um banco de heteroidentificação para análise de casos suspeitos. Um estudante chegou a obter decisão judicial que impedia o desligamento e impediu sua formatura. A sentença, porém, foi posteriormente reformada, e o caso acabou resolvido pelo TAC. Atualmente, para ingressar pela política de cotas raciais, o estudante passa por uma banca de heteroidentificação, que avalia critérios fenotípicos. Esse procedimento segue as orientações do Ministério Público Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.[/gpt3]











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