
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele pudesse se submeter às sessões regulares de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES) dentro da prisão.
O tratamento, conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado, é apresentado como uma complementação necessária às medicações já utilizadas pelo ex-presidente para tratar um quadro de multimorbidade.
De acordo com os laudos técnicos que acompanham o pedido, a neuromodulação não invasiva é um protocolo que visa melhorar os sintomas de ansiedade, depressão e soluções por meio da regulação funcional da atividade neurofisiológica central.
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A técnica utiliza uma corrente elétrica de baixa intensidade (corrente alternada de 0,5 Hz) aplicada através de clipes posicionados geralmente nos lóbulos das orelhas.
Durante o procedimento, o paciente permanece em “repouso consciente” em sessões que duram entre 50 minutos e uma hora. Segundo os documentos, o mecanismo de ação promove o aumento da atividade de ondas alfa no cérebro, associado ao relaxamento, e estimula a produção de serotonina.
Objetivo do Estímulo Elétrico Craniano (CES)
O objetivo central do tratamento é modular o chamado Sistema Nervoso Autônomo (SNA)que regulamenta funções involuntárias do corpo. O SNA divide-se em dois ramos:
- • Simpático (SNS): Prepara o corpo para a ação e estresse;
- • Parassimpático (PNS): Promover o relaxamento e a recuperação fisiológica.
Os relatórios clínicos demonstram que o tratamento busca reduz a “hiperatividade límbica e simpática”, induzindo respostas parassimpáticas que ajudam no controle da ansiedade, do estresse e da irritabilidade.
No caso específico de Bolsonaro, a defesa destaca que a técnica trouxe melhorias perceptíveis em seu quadro de soluções de origem autonômicaque “tem exigido a utilização de medicação que atua no sistema nervoso central”.
Resultados clínicos de Bolsonaro com a neuromodulação não invasiva
A reportagem afirmou que Bolsonaro já havia se submetido a essa terapia durante uma internação em abril de 2025, apresentando melhorias significativas em seu estado de saúde.
Os exames mediram o Índice de Adaptação Humana (IAH) de Bolsonaro, que representa a capacidade do organismo de se adaptar aos estímulos físicos e emocionais.
Conforme os registros, na primeira medição o ex-presidente apresentou um IAH de 18,75% (classificado como baixa adaptação).
Após um protocolo de oito sessões consecutivas, esse índice foi acessado para 95%o que representa, segundo o laudo, uma melhoria de 406,67% na estabilidade emocional e na resposta ao estresse.
Tratamento é considerado de baixo risco
O tratamento é descrito como uma abordagem complementar e não medicamentosoconsiderada segura e com baixo risco de efeitos colaterais. A petição reforça que o acompanhamento deve ser constante e por prazo indeterminado, preferencialmente ao final do dia para favorecer o descanso noturno.












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