
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro associou nesta terça-feira (31) a prisão domiciliar concedida ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao medo de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) o fizessem morrer dentro da prisão. O filho 03 do ex-presidente se manifestou por meio de um vídeo gravado em suas redes sociais, ao mesmo tempo que repercutiu no STF uma outra gravação sua associada a uma suspeita de violação das medidas cautelares por Bolsonaro.
Eduardo criticou membros do campo político de direita, que estariam justificando as suspeitas do ministro Alexandre de Moraes após ele pedir uma explicação à defesa do ex-presidente sobre um vídeo em que Eduardo se dirige ao pai, transmitindo informações a ele na gravação. A possibilidade foi desmentida pela madrasta de Eduardo, Michelle.
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“Estou vendo aí gente de ‘direita’ dando razão para o Moraes. (risos) Enquanto vocês continuam achando como normal, vão cada vez mais tomar pressão dele. Vocês não, né, meu pai. Ele só está em prisão domiciliar porque eles têm medo de que ele morra na cadeia”, disse Eduardo.
Moraes fez nova investida nesta semana ao pedir uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o vídeo de Eduardo e, em outro pedido, solicitou esclarecimentos à defesa sobre que pessoas tiveram acesso à casa onde ele cumpre sua pensa de 27 anos, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
“Considerando que determinamos que a prisão domiciliar humanitária temporária de JAIR MESSIAS BOLSONARO será cumprida integralmente no endereço residencial “(…) 7) Proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por meio de terceiros. Nas hipóteses autorizadas de visitas, deverão ser realizadas vistorias prévias, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais”, escreveu Moraes.
“Sem fato objetivo”
Os advogados da defesa do ex-presidente já afirmaram que não há nenhum fato objetivo que aponte para uma violação das medidas cautelares a partir do vídeo de Eduardo. Ao a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, Moraes impôs restrições ao uso de “celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por meio de terceiros” e a “proibição de gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por meio de terceiros”.
No despacho em que pediu desculpas à defesa de Bolsonaro, Moraes colocou uma captura de tela de um internauta que, ao divulgar um trecho da fala de Eduardo na Conservative Political Action Conference (CPAC), diz que “esse vídeo precisa chegar ao ministro Alexandre de Moraes”.
“Eduardo Bolsonaro, no evento de extrema-direita nos Estados Unidos, estava fazendo uma transmissão ao vivo para mostrar o que tava acontecendo no evento ao Bolsonaro, que está na prisão domiciliar sem poder ter acesso a nenhuma rede social. Isso pode ser considerado descumprimento das medidas judiciais que foram impostas”, argumentou o texto reproduzido por Moraes.











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