
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) argumentou que, para garantir a governabilidade caso seja eleito presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisará suportar as regras contra ONGs, sobretudo as estrangeiras que enviam recursos ao Brasil para influenciar no cenário político por meio de agências de verificação de fatos.
“Quando somos eleitos, precisamos garantir que realmente conseguiremos usar o poder. Isso significa que precisamos de uma nova lei sobre ONGs, porque quando você tem dinheiro vindo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país indo para agências de verificação e elas produzidas relatórios que justificam a censura, isso é uma ameaça à nossa soberania”, disse Eduardo, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada neste sábado (21) em Hungria.
O ex-parlamentar avaliou que as redes sociais serão decisivas na corrida ao Planalto e elogiou Trump por “garantir que as empresas americanas, que são as principais plataformas no Brasil, assegurem a liberdade de expressão durante nossas eleições”.
Eduardo lembrou que Flávio está concorrendo apenas na razão da prisão de Bolsonaro, “porque se meu pai estava livre, Jair Bolsonaro venceu a eleição com ampla vantagem”, mas alegou que o senador está “correndo e liderando nas pesquisas”.
“E o Luiz Inácio Lula da Silva já cumpriu o papel dele, o que significa que o Supremo Tribunal Federal tirou ele da cadeia e o elegeu em uma eleição injusta em 2022, com muita censura”, completou.
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Ex-deputado detalha situação de Bolsonaro e acusa STF de buscar vingança
Questionado sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo citou o quadro de broncopneumonia bacteriana dizendo que “ele quase morreu recentemente”.
Atualmente morando nos Estados Unidos e respondendo a um processo criminal no Brasil, ele disse que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, “buscam vingança”, e que Bolsonaro já cumpriu os requisitos para a concessão de uma prisão domiciliar humanitária, “mas este sistema de Justiça insano, liderando por um homem chamado Alexandre de Moraes, ainda está tentando matá-lo, mantendo-o na prisão”.
“É isso que vai acontecer aqui se vocês perderem a eleição, foi o que pretendia fazer com o presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Então essa é, literalmente, a verdadeira face do mal”, afirmou.












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