
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) causou “um prejuízo gigantesco para nosso projeto político. Nós temos uma eleição completamente resolvida.” A avaliação ocorreu durante a entrevista para o programa Canal Livrepai Banda.
Agora, de acordo com o senador, a direita precisa entrar na disputa. O presidente do PP, no entanto, está esperançoso quanto ao resultado das eleições de 2026.
Eduardo está nos Estados Unidos, de onde denuncia o que classifica como abusos e perseguições por parte do Supremo Tribunal Federal, sobretudo do ministro Alexandre de Moraes. Para Ciro Nogueira, porém, o presidente Lula (PT) ficou “muito feliz” com as avaliações, já que elas representaram oportunidade para aumento de popularidade. Ainda assim, o senador diz estar feliz com a oportunidade de diálogo aberta recentemente entre os países. Além disso, Nogueira critica a demora de Lula em começar as negociações.
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Ciro Nogueira diz não se preocupar com tempo de mandato de ministros do STF
Sobre a proposta de instituir mandatos fixos a ministros do STF, Ciro Nogueira defendeu um limite “significativo” de idade para aposentadoria compulsória. Atualmente, a idade máxima para que um magistrado fique na Corte é de 75 anos. O senador, contudo, diz que essa é a menor de suas preocupações. Ele diz que o foco agora é verificar se Lula atraiu ao senado um nome técnico, escolhido sem motivação ideológica.
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Deputado da tributação: senador fala sobre suposta articulação de Tarcísio de Freitas
Após o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) subir à tribuna da Câmara e agradecer ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) pela derrubada da medida provisória que criaria novos impostos no Brasil, o governador veio a público negar que tenha articulado nesse sentido. Sobre o tema, Ciro Nogueira acredita que o agradecimento ocorreu por conta da defesa de Tarcísio contra o aumento de impostos de maneira geral, mas diz duvidar de uma articulação pessoal do governador.
A chamada MP da Taxação caducou no Congresso, após diversos pedidos de adiamento perto do prazo limite para votação. No dia seguinte, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu uma entrevista coletiva. Nela, disse que consideraria levar a Lula a proposta de cortar R$ 10 bilhões em emendas parlamentares, como forma de recompor parte dos R$ 17 bilhões que seriam arrecadados caso o MP fosse aprovado.
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Presidente do Progressistas defende emendas parlamentares
Sobre emendas parlamentares, o senador diz que “em hipótese nenhuma” é possível falar contra o mecanismo. Ele argumenta que as emendas ajudam sobretudo estados mais carentes como, por exemplo, seu estado natal, Piauí, que “não vive sem essas emendas.”
O senador diz não estar sozinho. Para ele “é uma briga para quem comanda essas emendas.” “Ninguém pensa em cortar as emendas”, complementou. Ciro ainda criticou a tentativa do governo de trazer para si o controle das emendas, aumentando assim seu poder de barganha sob os deputados e senadores.











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