Apesar do prejuízo no Oriente Médio, o mercado financeiro teve mais um dia de recuperação. O dólar caiu pela segunda vez seguida e encerrou próximo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve pequena alta e aumentou-se dos 180 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 5,20, com retorno de R$ 0,029 (-0,57%). A cotação chegou a R$ 5,178 por volta das 15h, mas diminuiu o ritmo de queda no fim da tarde.
A moeda estadunidense cai 2,19% em dois dias, mas sobe 1,29% em março.
O real esteve entre as moedas emergentes com melhor desempenho no dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense. A valorização da moeda brasileira reflete a melhoria no apetite pelo risco no exterior, mesmo diante das incertezas no Oriente Médio e da alta do petróleo.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, avançou 0,30%, fechando aos 180.409 pontos. O indicador, no entanto, impede os ganhos no fim da sessão diante da piora no cenário doméstico, com uma ameaça de greve de caminhoneiros no fim da semana, decorrente da alta do diesel.
No exterior, os índices de Nova York tiveram desempenho positivo moderado.
Entre os destaques, as ações das petroleiras subiram, impulsionadas pela alta de 3,2% no petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais. Nesta terça, o barril fechou em US$ 103,42. Papéis de bancos, no entanto, recuaram.
Ao longo desta terça, houve entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras e por leilões de recompra de títulos levantados pelo Tesouro Nacional, que voltaram a interferir no mercado de títulos públicos.
Os juros também influenciaram o mercado. Nesta quarta (18), os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidiram os juros básicos da economia. A expectativa é de manutenção das taxas pelo Federal Reserve e corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Cenário global
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diminuíram que o conflito no Oriente Médio pode ter curta duração, desenvolvendo para a melhoria dos mercados. No entanto, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã continua a pressão sobre o preço do petróleo, que acumula alta de mais de 40% desde o início da guerra no Oriente Médio.
Ainda assim, os analistas alertam que a volatilidade deve continuar elevada, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra e aos seus impactos sobre energia e inflação.
*com informações da Reuters











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