O dólar comercial encerrou na sexta-feira (5) cotado a R$ 5,43, uma valorização de 2,33% sobre o valor inicial do dia, de cerca de R$ 5,34. Os investidores não reagiram bem à indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que recebeu nestes dados o apoio do pai para disputar a Presidência da República.
No pico do dia, o dólar chegou a alcançar R$ 5,48 (alta de 3,3%), por volta das 16h. Até às 13h, o dólar tinha uma alta tímida, de 1,3%, negociado a R$ 5,38, mas a notícia da candidatura de Flávio fez a cotação disparar. O fechamento desta sexta é a maior alta diária desde abril, quando foi anunciada a tarifação de Trump e a moeda americana valorizou 3,68%.
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A desvalorização do real ocorreu em um contexto de aumento da incerteza política percebida pelo mercado: a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar publicamente o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026, alterou drasticamente as expectativas do mercado. Observadores do mercado interpretaram que a materialização desse risco se manifestou já nesta sessão.
Crescente com a queda do dólar, a bolsa de valores de São Paulo perdeu 4,31% na maior queda diária desde fevereiro de 2021, em plena pandemia. A queda diária é ainda mais impressionante porque o índice chega a 165 mil pontos. Em uma semana de sucessivas quebras de recordes de pontos, o Ibovespa ainda terminou uma semana com desvalorização de mais de 1%.
Além da alta do dólar e da queda da bolsa, as negociações de títulos do Tesouro Direto também foram interrompidas na tarde desta sexta-feira com o anúncio da movimentação política. Os títulos prefixados para 2028 saltaram de 12,71% na quinta para 12,89% por volta das 13h desta sexta. Os títulos para 2032 foram de 13,21% ao ano para 13,46%.
Para Faria Lima, o nome com maior potencial de derrota do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). A queda nos indicadores, que sinalizam o humor do mercado, evidencia esse descontentamento.











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