A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar numericamente a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento aponta 48% de aprovação contra 47% de desaprovaçãoconfigurando um empate técnico, mas reduziu uma recuperação da avaliação positiva da gestão federal.
A melhoria na avaliação ocorre após o lançamento de medidas apontadas como um pacote de medidas de Lula com vistas às eleições de outubro, em que tentará um quarto mandato à frente da presidência da República:

“O que estamos mostrando: a aprovação do governo tem uma melhoria consecutiva desde abril. E essa melhoria é fundamentada em 3 fatores: o Desenvolvimento 2.0 diminuto as dívidas dos brasileiros, a discussão sobre o fim da escala 6×1 cria a expectativa de que as pessoas vão poder trabalhar menos e ter mais qualidade de vida, e a isenção do Imposto de Renda [para quem recebe até R$ 5 mil] finalmente começa a chegar em setores importantes da sociedade”, explica Felipe Nunes, CEO da Quaest.
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Os números da nova pesquisa Genial/Quaest para presidente
Apesar da recuperação, uma pesquisa mostra que a disputa eleitoral segue aberta com 51% dos entrevistados afirmando que Lula não merece um novo mandato. Por outro lado, 45% defendem sua reeleição, uma redução em relação aos 59% que rejeitaram um quarto mandato em abril.
A pesquisa também incluiu uma mudança entre os eleitores independentes, grupo que representa 33% do eleitorado e pode ser decisivo na próxima eleição presidencial. Entre eles, a desaprovação caiu de 58% para 45%, enquanto a aprovação subiu de 32% para 45%, configurando um empate.
A Quaest reuniu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Medidas eleitoreiras de Lula
Entre as iniciativas avaliadas pelos entrevistados pela Quaest, o programa Desenrola 2.0 aparece como um dos principais fatores de melhoria na percepção do governo. O levantamento mostra que 66% dos entrevistados afirmam conhecer o programa, ante 57% registrados em maio.
Além disso, 55% consideram a iniciativa positiva e 35% afirmam que o seu rendimento aumentou significativamente após o lançamento do programa, índice que era de 30% anteriormente. O percentual dos que afirmam não ter dívidas passou de 27% para 31%, enquanto aqueles que afirmam possuir muitas dívidas caíram de 28% para 21%.
Outro tema que contribuiu para a melhoria da avaliação do governo foi a proposta de redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1. Segundo a pesquisa, 69% apoiam a medida e metade dos entrevistados acreditam que poderão trabalhar menos caso a mudança seja renovada.
O apoio à proposta também aparece entre parte do eleitorado de direita e entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com mais de 40% afirmando esperar redução da carga horária. A proposta ainda aguarda análise pelo Senado.
A pesquisa também aponta crescimento na percepção dos efeitos da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. O percentual dos que disseram sentir aumento significativo na renda subiu para 24%, enquanto caiu de 50% para 39% o número dos que afirmam não ter percebido qualquer diferença.












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