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Defesa de Lulinha muda estratégia junto ao STF

Redação Por Redação
18 de março de 2026
Em Notícias
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Defesa de Lulinha muda estratégia junto ao STF
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O cenário político e jurídico brasileiro foi sacudido por novos desdobramentos nas investigações que apuram desvios milionários no INSS e o envolvimento de figuras próximas ao poder. O foco central das atenções voltou-se para Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”, cuja defesa alterou significativamente sua postura após novas revelações da Polícia Federal (PF).

Após meses negando qualquer cobrança de valores do esquema, a defesa de Lulinha admitiu que ele realizou uma viagem a Portugal com despesas pagas por um dos operadores do esquema, conhecido como o “Careca do INSS”. Mais do que isso, os advogados procuraram o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o cliente está à disposição para prestar esclarecimentos.

Para o advogado Frederico Junkert, o movimento sinaliza um recebimento de medidas judiciais mais severas. “O Lulinha está disposto a colaborar porque sabe que há um risco iminente de ser decretado a prisão preventiva”, afirmou Junkert, destacando que relatórios da PF indicam um possível risco de fuga para a Espanha. A suspeita de que recai sobre o filho do presidente é a coleta de uma “mesada” de R$ 300 mil para atuar como facilitador junto às autoridades.

O impasse na CPMI do INSS

Enquanto a Polícia Federal avança, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vive um momento decisivo. O ministro André Mendonça foi sorteado para julgar o mandato de segurança que pede a prorrogação dos trabalhos da comissão, enfrentando a resistência do governo e da presidência do Senado.

A ex-deputada Júlia Lucy defende que a prorrogação é um imperativo democrático. “A Comissão Parlamentar de Inquérito é um direito de uma minoria. Uma vez que a minoria conseguiu atingir esses requisitos objetivos, ela tem o direito de ter o seu pleito atendido”, argumentou Lucy, ressaltando a necessidade de transparência sobre o roubo de dinheiro de aposentados.

Por outro lado, Daniel Vargas aponta para o pragmatismo político que envolve essas decisões. “A realidade é que grande parte das decisões fundamentais… são tomadas olhando como variável central o seu impacto político e os interesses de quem ganha ou de quem eventualmente perde”, lembrou Vargas, alertando para o risco de a investigação terminar em “pizza” para evitar contaminações no processo eleitoral.

As investigações também revelaram detalhes sórdidos sobre como o dinheiro desviado foi utilizado. A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) passou a usar tornozeleira eletrônica sob acusação de receber propinas e comprar um apartamento de luxo de R$ 4 milhões com dinheiro ilícito. Outro caso emblemático é o da advogada Cecília Mota, cujos sinais de riqueza chamaram a atenção do relator Alfredo Gaspar (União – AL). Em poucos anos, uma investigação saltou da posse de um Ford Ka para dois carros de luxo da marca Mustang.

Além da ostentação, surge o espectro da chantagem política. O ministro André Mendonça tentou o lacre de uma “sala cofre” com materiais apreendidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Há suspeitas de que Vorcaro possuía vídeos comprometedores de altas figuras da República em situações íntimas, usados ​​como moeda de troca e intimidação.

Frederico Junkert explica a gravidade desse método: “O Vorcaro se utilizou dessas festividades para gravar altas figuras da República em momentos de intimidação e eventualmente se utilizar dessas imagens para fins de ameaça, assédio e intimidação”.

Conflitos no Judiciário e Legislativo

O caso também gerou debates diretos entre o Legislativo e o Judiciário. O senador Alessandro Vieira (MDB – SE) tornou-se alvo de uma ação do escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes. Vieira, que busca instalar a “CPI da Toga”, nega as acusações de calúnia e reafirma que sua atuação foca nas relações entre o Banco Master e figuras influentes.

“A família do ministro, através do escritório de advocacia recebeu recursos do Banco Master. E o Banco Master hoje todos nós sabemos que era uma organização criminosa”, declarou o senador, descrevendo a ação judicial como uma tentativa de intimidação.

Com a proibição do encerramento oficial da CPMI em 28 de março, o país anunciou a decisão de André Mendonça, que pode determinar se as investigações continuarão a “jogar luz” sobre o que os analistas descreveram como um dos maiores escândalos de corrupção contra brasileiros.

O programa Última Análise é ao vivo, de segunda a quinta-feira, a partir das 19h, no canal do YouTube, da Gazeta do Povo.

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Tags: Alessandro VieiraAlexandre de MoraesAndré MendonçaDaniel VorcarodefesaestratégiainssjuntolulaLulinhamudaSTF
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