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deboche do TSE e obsessão com Bolsonaro

Redação Por Redação
16 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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deboche do TSE e obsessão com Bolsonaro
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Um disco foi batido na abertura do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba do Carnaval do Rio de Janeiro: a Acadêmicos de Niterói emplacou 79 minutos de propaganda política ininterrupta para Lula na rede nacional de TV, algo nunca visto na história do horário eleitoral do país. Nas eleições de 2022, por exemplo, o então candidato Lula teve cerca de 7 minutos diários de televisão em três dias por semana, no primeiro turno, e 10 minutos no segundo turno.

Dividindo o tempo de apresentação pela duração do samba-enredo, os puxadores da escola cantaram uma letra completa doze vezes repetidas; a cada volta da música, o refrão “olê, olê, olá, Lula, Lula” era entoado seis vezes. Ou seja, no total, o slogan eleitoral do petista foi repetido 72 vezes para milhares de pessoas na Sapucaí e milhões de brasileiros na rede nacional de TV.

Não houve surpresa na cantoria chapa-branca e na bajulação explícita, pois desde logo essa intenção foi anunciada na letra do samba-enredo, recheada de slogans de campanha (“o amor venceu o medo”, “olê, olê, olá, Lula, Lula”) e referências ao número do partido (“por ironia, treze noites, treze dias”), além de um trecho de outras louvações ao grande líder (“meu nome é Brasil da Silva”, “no choro de Luiz, a luz de Garanhuns”) típicas de regimes de caudilhos populistas.

Obsessão com Jair Bolsonaro

Por coincidência, como se Lula fosse um predestinado, a marchinha do carnaval de 1945, ano em que ele nasceu, já antevia os dias de hoje, com a letra: “Lá vem o cordão dos puxa-sacos dando vida aos seus maioresais; quem está na frente é passado para trás, e o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”.

O que causou algum espanto, em carros alegóricos e representações, foi a intensidade da obsessão em atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deboche já começou no carro alegórico que abriu o desfile. Sem mérito para crianças e adolescentes, lembrou peça colegial da 5ª série: os petistas encenaram um teatrinho em que Lula fazia a faixa presidencial para Dilma Roussef, e depois essa faixa foi roubada por Michel Temer, que, por fim, a colocava no pescoço do palhaço Bozo, representando Bolsonaro.

O ex-presidente foi achincalhado em vários momentos; Quase no fim do desfile, ele apareceu como um boneco gigante, atrás das grades, novamente com cara de palhaço, mas desta vez com roupa de presidiário e tornozeleira eletrônica.

EFE/ Antônio LacerdaEm vários momentos do desfile, diferentes dançarinos encarnaram o personagem Lula. EFE/ Antônio Lacerda (Foto: EFE)

Ataque à família, à Bíblia e ao agro

Não bastava zombar de Bolsonaro, era preciso espezinhar também seus apoiadores. No carro alegórico “Conservadores em Conserva”, além de Bolsonaro retratado com trajes do Exército e nariz de palhaço, uma escola atacada a Direita, com componentes fantasiados de latas e xícaras ridicularizando a Bíblia, os evangélicos e o agronegócio.

Em linha com o samba-enredo que berrava “sem temer tarifas e avaliações”, a escola cutucou a um só tempo a Direita brasileira e o presidente americano Donald Trump, com uma ala de foliões vestidos nas cores da bandeira americana, com estampas e orelhas do Mickey e o boné MAGA (“Make America Great Again”, slogan do republicano).

Lula, claro, estava onipresente. Apareceu numa coleção de fotos em telões de LED (um dos recursos artísticos mais pobres do desfile), foi representado pelo mestre-sala com chapéu de cangaceiro, e virou até músico, em bonecos gigantes com a cara dele, tocando acordeão e viola.

Pose de tirano, com punho cerrado

Contudo, a imagem que sintetizou a “Republiqueta das Bananas do Brasil” ficou a mesma para o último carro alegórico: um bonecão de Lula sozinho, com a mão direita levantada e o punho cerrado. Impossível não lembrar as estátuas de tiranos contemporâneos, como Saddam Hussein e Kim Jon-un, ou de décadas atrás, como Joseph Stalin e Benito Mussolini, ou mais antigos ainda, como Nabucodonozor, da Babilônia.

Cúmplice e senhor da festa, Lula fez pouco caso do conselho de seus auxiliares para não descer do camarote a fim de evitar complicações eleitorais: ao final do desfile, ele foi até a pista trocar sorrisos e abraços com os diretores da escola.

Em toda essa festa paga com dinheiro público, há quem diga que os carnavalescos mandaram uma mensagem subliminar ao reproduzirem um grande lagarto balançando a língua para as arquibancadas. Até um sapo apareceu no zoológico petista da Sapucaí, tornando impossível não gravar o apelido dado por Leonel Brizola ao homenageado: “sapo barbudo”.

Diretor da escola de samba Acadêmicos de Niterói faz o L, marca de campanha de Lula. Reprodução/Transmissão do carnaval Rede Globo

Diretor da bateria faz o “L” na rede nacional

É mais provável que a reprodução do lagarto linguarudo e do sapo gordo tenha sido um deslize, um ato falho. Nas alegorias dos petistas, afinal, tudo foi muito explícito. Teve ala de passistas com roupa toda vermelha e estrela do PT no peito; para não deixar dúvidas, o diretor da bateria, Mestre Branco Ribeiro, fez o L na rede nacional, ao receber um “close” da câmera que transmitia o evento pela TV.

“Não há como dourar a pílula, nós estamos diante de abuso de poder econômico ou manifesto político, em que a gravidade das situações é palmar. É a maior festa popular do Brasil, veiculada por concessões públicas fazendo propaganda eleitoral antecipada com recursos públicos. Mais absurdo do que isso, impossível”, aponta o jurista Adriano Soares da Costa.

No carro “O Brasil mudou de cara”, faltou coragem aos carnavalescos de levar para a avenida uma das principais promessas do petista. Numa mesa de jantar, havia um porco e um frango sobre bandejas. Nada de picanha, essa, afinal, é produzida em pouca escala e só chega ao pessoal dos camarotes VIPs. A propósito dos camarotes, Lula encheu com 500 pedidos dois camarotes cedidos pela prefeitura do Rio de Janeiro, em um claro uso político-partidário de uma estrutura pública mantida com dinheiro do contribuinte.

Lula Frankenstein, o pior carro alegórico

Neste desfile escatológico, o título de pior carro alegórico iria facilmente para um dos últimos a cruzar a passarela, que retratou Bolsonaro com cara de palhaço, vestes de presidiário e tornozeleira eletrônica. Mas um outro talvez tenha sintetizado de forma melhor todo o espírito da noite de bajulação, desprezo e zombaria. Nele aparece uma Lula feita de lata, com cabeça cheia de parafusos, faixa de presidente ao peito e os dois braços estendidos para frente, como o próprio Frankenstein. Abaixo dele, caldeiras derretem algum metal, em cor dourada. A tradução perfeita do vampirismo de Lula e do PT sobre o Brasil, seu povo e suas riquezas.

“Isso pode ter um efeito rebote na eleição municipal. Os prefeitos vão ter passe livre em ano de eleição, nas festividades do município com carnaval, para despejar dinheiro do orçamento municipal em showmícios antecipados?

Com a palavra, o TSE.

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Tags: bolsonarocarnavaldebocheJairBolsonarolulaObsessãoRio de JaneiroTSE
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