Dono do Banco Master e pivô do maior escândalo financeiro da história do país, Daniel Vorcaro decidiu não atender à convocação feita pelos membros da CPMI do INSS. A ausência do banqueiro está amparada em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que despachou favoravelmente ao comparativo opcional, garantindo o direito do convocado de não se incriminar.
A informação foi antecipada pelo Notícias do SBT e foi confirmado por diversos veículos de comunicação depois. Um dos advogados do banqueiro, Roberto Podval, confirmou à Agência Brasil que ele não compareceu à CPMI.
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Entre os motivos alegados, Vorcaro solicitou um documento que declarasse especificamente em qual condição seria ouvido (se como testemunha ou investigado) e que obrigasse os parlamentares a concentrarem-se nas perguntas apenas no objeto da comissão.
Além disso, foram abordadas questões como as mudanças de dados e o “constrangimento” de não poder utilizar seu próprio avião para se deslocar para a capital federal. O uso de um voo comercial o submeteria a hostilidades de quem o acompanharia nos aeroportos e a localização em um avião da PF colocaria sobre ele uma “marca de violação”.
Vorcaro cumpre medidas cautelares desde que deixou a prisão em novembro do ano passado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, o que impõe restrições à sua locomoção.
Vorcaro segue como alvo
O presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou, por meio de sua assessoria, que a pauta da reunião já foi alterada levando em consideração a ausência de Vorcaro. Gaspar reiterou que a comissão ainda tentará ouvir o banqueiro e que ele permanecerá como o principal foco das investigações.
O dono do Master possui ainda outra audiência marcada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) de terça-feira, à qual também não é obrigado a comparecer. O banqueiro ainda estaria disponível se comparecerá ou não a essa sessão.
A CPMI apura suspeitas de irregularidades em empréstimos consignados, com relatórios de descontos indevidos, contratos não reconhecidos por investidores privados e falhas na autorização de transações. Diversas instituições financeiras que atuam nesse mercado passaram a ser comprovadas.
O banco controlado por Vorcaro operava crédito consignado para beneficiários do INSS — atividade legal, mas que entrou no radar da investigação devido ao volume de contratos e reclamações associadas ao setor.












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