A CPI do Crime Organizado no Senado deve votar, logo após o carnaval, a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre ligações com o escândalo envolvendo o Banco Master. A votação está prevista para o dia 24 e poderá convocar, também, os irmãos do magistrado que foram sócios dele na Maridt Participações.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a inclusão da pauta foi definida pela CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), e que o foco recai sobre a empresa e ligações dela com o fundo de investimentos administrado pelo pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, há intenções de negócios que justificam uma convocação para esclarecimentos formais.
“Quando você olha mais de perto, você percebe que está tudo entrelaçado em duas pontas: na ponta da lavagem de dinheiro, onde você tem Master, Reag, etc, e na ponta da infiltração política e judicial do crime organizado”, afirmou em entrevista à GloboNews nesta sexta (13).
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Vieira destacou que a investigação da CPI abrange quatro eixos principais que têm ligação direta, como as emendas parlamentares, a operação “Carbono Oculto” – que descobriu a atuação do PCC no mercado de combustíveis – as fraudes no INSS e operações relacionadas ao Banco Master.
Essa rede intrincada, diz o parlamentar, também estaria criando dificuldades para avançar nas apurações, citando pressões recebidas de diferentes esferas de poder. Segundo ele, o envolvimento de “figuras muito poderosas nos Três Poderes da República” cria barreiras políticas e institucionais que dificultam o andamento das investigações.
“Os recados que estão sendo enviados para a Polícia Federal são ocultos, são duríssimos. A nota publicada por dez ministros do Supremo é um vexame porque diz que Toffoli não pode continuar como relator, mas ao mesmo tempo ela é imaculada e intocável”, apontou.
Em comunicado oficial, o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que a saída de Toffoli da relatoria do caso do Banco Master na Corte foi por sua própria escolha e “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeita”. No lugar dele, foi sorteado o ministro André Mendonça para relatar os processos.
No mesmo texto, os ministros expressaram “apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeita ou de impedimento”.











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