
O senador Fabiano Contarato cancelou a sessão da CPI do Crime Organizado marcada para esta quarta (1º), que ouviu Leonardo Augusto Palhares. Ele é suspeito de operar propinas do banqueiro Daniel Vorcaro nos servidores do Banco Central para obter informações confidenciais da autarquia.
Quem é Leonardo Palhares e qual sua ligação com Daniel Vorcaro?
Leonardo Augusto Palhares é um empresário apontado pela Polícia Federal como o operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Segundo as investigações, ele gerenciava o pagamento de propinas e utilizava empresas para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio da organização criminosa liderada pelo banqueiro.
Como funcionava o esquema de corrupção no Banco Central?
A investigação indica que Palhares administrava a Varajo Consultoria, empresa usada para pagar propinas a dois servidores de alto escalonamento do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Na troca de dinheiro, os servidores repassavam informações privilegiadas e orientações estratégicas para ajudar Vorcaro perante as autoridades reguladoras.
O que foi a chamada milícia digital investigada nas investigações?
Chamada de ‘A Turma’, era um grupo de mensagens onde Daniel Vorcaro ordenava ações de intimidação e ameaças contra seus desafetos. Leonardo Palhares é acusado de operacionalizar pagamentos de cerca de R$ 1 milhão por mês para sustentar essa rede de aliados que executavam as ordens do banqueiro.
Qual o papel da ONG Fundação Solar nesse contexto?
A ONG, que tem como embaixadora a filha menor de idade de Vorcaro, é gerida por Palhares. Embora tenha afirmado realizar projetos educacionais na África, a entidade é suspeita de ser um veículo para movimentações financeiras do grupo, mantendo contas no Banco Master mesmo durante a crise de liquidez da instituição.
Quem mais seria ouvido na sessão cancelada da CPI?
Além de Palhares, a comissão receberá o presidente do Coaf, Ricardo Saadi. Ele havia sido convidado para prestar esclarecimentos sobre a estratégia de combate à lavagem de dinheiro e ao rastreamento financeiro de facções criminosas. O motivo do cancelamento de ambas as oitivas ainda não foi divulgado pela presidência da CPI.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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