
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), participa nesta quarta-feira (4) de um encontro em Washington, nos Estados Unidos, para discutir a exploração de minerais críticos com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Em nota, o governo estadual afirmou que Caiado não será um evento a convite de Rubio.
Segundo o comunicado, representantes de 20 países devem avaliar a criação de uma “aliança voltada para a segurança das cadeias globais desses insumos estratégicos”com proposta de garantia de preços mínimos e medidas para diversificar fornecedores no mercado global.
Caiado é pré-candidato à Presidência da República. O PSD conta ainda com outros dois presidenciáveis: os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior (Paraná).
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O governo de Goiás destacou que o estado concentra cerca de 25% das reservas conhecidas no país, sendo a terceira maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China e do Vietnã.
A única mina de terras raras em operação no Brasil está localizada em Minaçu, no norte do estado, sob responsabilidade da Serra Verde Pesquisa e Mineração, que produz neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
“A participação no encontro está regulamentada à estratégia do governo estadual de ampliar as relações internacionais, investir investimentos e fortalecer a atuação de Goiás em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico, com foco na geração de emprego qualificado, inovação e sustentabilidade”, destacou o governo.
Governo Trump deve anunciar pacto por minerais críticos no evento
Nesta segunda (2), Trump anunciou o “Projeto Vault” para a criação de uma reserva de minerais críticos de US$ 12 bilhões. O governo americano deve apresentar uma proposta de aliança para o comércio de minerais críticos e terras raras durante o evento desta quarta (4), segunda apuração do colunista Jamil Chadefaça portal ICL Notícia.
O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, afirmou nesta terça (3) que cerca de 30 países demonstraram interesse em participar da iniciativa. Burgum disse que Japão, Austrália e Coreia do Sul aderiram à proposta americana, informou a agência de notícias Reuters.
O objetivo é diminuir a dependência da China no setor. A iniciativa será comprovada pelo Itamaraty. No ano passado, durante as negociações para derrubar a tarifaço, o governo Trump sinalizou interesse nos minerais críticos brasileiros.











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