O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma “noite” difícil na Papudinha após uma nova crise de soluções que persistiu durante toda a madrugada, segundo disse o filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (11) após visitá-lo na prisão.
O ex-vereador afirmou ter deixado o local com o pai ainda debilitado pelas condições crônicas, e que a família está cada vez mais preocupada com a saúde dele.
“Deixo a Papuda com o Presidente Jair Bolsonaro enfrentou mais uma noite, marcada por suas condições crônicas de solução. Ele me contou que o problema persistiu durante toda a madrugada, algo que naturalmente nos preocupa, especialmente diante do risco difícil de broncoaspiração”, declarou.
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Nas redes sociais, Carlos afirmou que a situação se arrasta há mais de seis meses e envolve outras comorbidades. O filho do ex-presidente também declarou apreensão com falta de assistência médica permanente no local.
“Como filho, dói. Como brasileiro, inquieta. Eu sinceramente não sei de onde o Velho tira forças. Mesmo diante das dificuldades, ele se mantém firme pelo que acredita e pelo Brasil que defende. Obrigado a todas pelas considerações e pelo carinho de sempre para com ele. Mais um dia que segue”, afirmou.
As visitas ao ex-presidente ocorrem às quartas-feiras e aos sábados, sendo que os filhos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não precisam de autorização prévia. Para a próxima semana, estão previstas as presenças dos senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) na quarta-feira (18), e dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS) no sábado (21).
Mais cedo, a defesa de Bolsonaro apresentou novo pedido de prisão domiciliar com base em laudo do médico Cláudio Birolini, assistente técnico indicado pelos advogados. O documento sustenta que o estado de saúde pode se agravar caso não haja tratamento adequado no ambiente atual.
“Não se pode exigir, à luz da Constituição e da revisão consolidada desta Corte, que o Estado aguarde a ocorrência de evento irreversível para somente então considerar a inadequação do ambiente de custódia”, argumenta a defesa no pedido encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
Além das doenças já apresentadas, a perícia indica que, caso não haja o tratamento adequado, há risco de arritmia cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Há ainda uma confirmação de que os sintomas psicológicos, compatíveis com a depressão, podem impactar na autonomia, na tomada de decisão e no autocuidado.











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