Apartamentos na Av. Atlântica e mansão na serra: PF vê compromissos de incompatibilidade entre patrimônio e renda de Bacellar
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Rodrigo Bacellar é indiciado por ligação com o Comando Vermelho No relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirma que há “elementos de segredo” que indicam incompatibilidade entre o patrimônio do deputado estadual Rodrigo Bacellar e seus vencimentos como parlamentar e empresário. “No bojo do presente relatório foram trazidos diversos elementos de verdade que denotam a incompatibilidade do patrimônio de Rodrigo Bacellar com suas remunerações lícitos como parlamentar estadual e empresário”, diz o documento. Bacellar recebe pouco mais de R$ 25 milhões mensais da Alerj. Segundo a PF, dois apartamentos na Avenida Atlântica, em Copacabana, e uma mansão em Teresópolis, na Região Serrana do RJ, foram alvo de mandatos de busca e apreensão. Apartamento de Rodrigo Bacellar na Avenida Atlântica, em Copacabana Reprodução O documento também cita acusações de sociedade oculta no frigorífico JGPS Comércio de Carnes Ltda., com potencial de faturamento estimado em R$ 1 milhão por mês, estrutura que, segundo os pesquisadores, poderia funcionar como vetor de lavagem de dinheiro. A PF investiga ainda se os R$ 91,5 mil encontrados com Bacellar quando foi preso, em dezembro do ano passado, são fruto do crime. Em uma mensagem na véspera, o irmão, Nelsinho Bacellar, avisou: “Esqueci de te falar. Peguei o rancho”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Confira abaixo a localização dos imóveis e o que diz a PF sobre suas características. Copacabana / Leme 2 apartamentos na orla Segundo a PF, o imóvel na Avenida Atlântica é de alto padrão, tem porta cega e ocupa um andar inteiro. São cerca de 650 m² e vista para a Praia do Leme (veja acima). O investigador também descreveu outro apartamento de alto luxo, com endereços na Rua Aires Saldanha e na Avenida Atlântica, que aparentemente ocupa um andar inteiro. O local seria “suntuosamente adornado”, limpo e mobiliado, com armários vazios e geladeira com bebidas selecionadas, além de um espaço reservado para garçons e “sem sinais de uso permanente”. De acordo com testemunhas, Bacellar frequentaria esse imóvel cerca de duas vezes por semana, permanecendo pouco tempo e sempre sozinho, enquanto o motorista aguardaria do lado de fora. Imóvel em Copacabana, com duas entradas: pela Rua Aires Saldanha e pela Avenida Atlântica Reprodução Teresópolis 1 pousada na Estrada Francisco Smolka No terreno há outras construções além da casa principal, como casa de hóspedes, casa de caseiro, academia, área gourmet ao lado da piscina, capela e quadra poliesportiva. O imóvel principal tem três andares e elevador, e é classificado como de alto padrão. O local possui ainda uma adega de vinhos, com coleções de garrafas e o rosto do deputado — itens que agora fazem parte do conjunto de apreensões provadas pelos peritos. Em agosto de 2023, Bacellar afirmou que comprou a propriedade em Teresópolis por meio de um processo judicial e que o imóvel estava preso a ser leiloado por dívidas. O parlamentar também negou qualquer participação no frigorífico. Imóvel na Estrada Francisco Smolka, em Teresópolis Reprodução LEIA TAMBÉM: Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo PF encontra adega com diversos rótulos de vinhos e rosto de Bacellar em imóvel ligado ao deputado ‘Bacellar me avisou’: PF diz que TH Joias confirmado para traficante ter sido avisado sobre operação contra CV Bacellar, TH Joias e mais 3 indicados Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho Nesta sexta-feira (27), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeitas de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho (CV). Também foram indicados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O g1 tenta contato com a defesa dos acusados. O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados. Rodrigo Bacellar Thiago Lontra/Alerj Bacellar, que é licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso. No dia 9 de dezembro Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares. TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou o ser deputado após sua prisão. O que disseram os citados A defesa do ex-deputado TH Joias negou a participação dele em qualquer possibilidade de vazamento ou informações a qualquer organização criminosa do Estado do Rio de Janeiro. “Sua relação com o deputado Rodrigo Bacellar era uma relação urbana, uma relação de parlamento entre colegas de parlamento. Assim como TH Joias nunca conheceu e sequer teve qualquer contato com o desembargador Macário ou qualquer outro personagem deste inquérito policial e desta confusão em que meu cliente se encontra.”, disse o advogado Rafael Faria.
Rodrigo Bacellar é indiciado por ligação com o Comando Vermelho No relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal afirma que há “elementos de segredo” que indicam incompatibilidade entre o patrimônio do deputado estadual Rodrigo Bacellar e seus vencimentos como parlamentar e empresário. “No bojo do presente relatório foram trazidos diversos elementos de verdade que denotam a incompatibilidade do patrimônio de Rodrigo Bacellar com suas remunerações lícitos como parlamentar estadual e empresário”, diz o documento. Bacellar recebe pouco mais de R$ 25 milhões mensais da Alerj. Segundo a PF, dois apartamentos na Avenida Atlântica, em Copacabana, e uma mansão em Teresópolis, na Região Serrana do RJ, foram alvo de mandatos de busca e apreensão. Apartamento de Rodrigo Bacellar na Avenida Atlântica, em Copacabana Reprodução O documento também cita acusações de sociedade oculta no frigorífico JGPS Comércio de Carnes Ltda., com potencial de faturamento estimado em R$ 1 milhão por mês, estrutura que, segundo os pesquisadores, poderia funcionar como vetor de lavagem de dinheiro. A PF investiga ainda se os R$ 91,5 mil encontrados com Bacellar quando foi preso, em dezembro do ano passado, são fruto do crime. Em uma mensagem na véspera, o irmão, Nelsinho Bacellar, avisou: “Esqueci de te falar. Peguei o rancho”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Confira abaixo a localização dos imóveis e o que diz a PF sobre suas características. Copacabana / Leme 2 apartamentos na orla Segundo a PF, o imóvel na Avenida Atlântica é de alto padrão, tem porta cega e ocupa um andar inteiro. São cerca de 650 m² e vista para a Praia do Leme (veja acima). O investigador também descreveu outro apartamento de alto luxo, com endereços na Rua Aires Saldanha e na Avenida Atlântica, que aparentemente ocupa um andar inteiro. O local seria “suntuosamente adornado”, limpo e mobiliado, com armários vazios e geladeira com bebidas selecionadas, além de um espaço reservado para garçons e “sem sinais de uso permanente”. De acordo com testemunhas, Bacellar frequentaria esse imóvel cerca de duas vezes por semana, permanecendo pouco tempo e sempre sozinho, enquanto o motorista aguardaria do lado de fora. Imóvel em Copacabana, com duas entradas: pela Rua Aires Saldanha e pela Avenida Atlântica Reprodução Teresópolis 1 pousada na Estrada Francisco Smolka No terreno há outras construções além da casa principal, como casa de hóspedes, casa de caseiro, academia, área gourmet ao lado da piscina, capela e quadra poliesportiva. O imóvel principal tem três andares e elevador, e é classificado como de alto padrão. O local possui ainda uma adega de vinhos, com coleções de garrafas e o rosto do deputado — itens que agora fazem parte do conjunto de apreensões provadas pelos peritos. Em agosto de 2023, Bacellar afirmou que comprou a propriedade em Teresópolis por meio de um processo judicial e que o imóvel estava preso a ser leiloado por dívidas. O parlamentar também negou qualquer participação no frigorífico. Imóvel na Estrada Francisco Smolka, em Teresópolis Reprodução LEIA TAMBÉM: Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo PF encontra adega com diversos rótulos de vinhos e rosto de Bacellar em imóvel ligado ao deputado ‘Bacellar me avisou’: PF diz que TH Joias confirmado para traficante ter sido avisado sobre operação contra CV Bacellar, TH Joias e mais 3 indicados Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho Nesta sexta-feira (27), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeitas de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho (CV). Também foram indicados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O g1 tenta contato com a defesa dos acusados. O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados. Rodrigo Bacellar Thiago Lontra/Alerj Bacellar, que é licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso. No dia 9 de dezembro Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares. TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou o ser deputado após sua prisão. O que disseram os citados A defesa do ex-deputado TH Joias negou a participação dele em qualquer possibilidade de vazamento ou informações a qualquer organização criminosa do Estado do Rio de Janeiro. “Sua relação com o deputado Rodrigo Bacellar era uma relação urbana, uma relação de parlamento entre colegas de parlamento. Assim como TH Joias nunca conheceu e sequer teve qualquer contato com o desembargador Macário ou qualquer outro personagem deste inquérito policial e desta confusão em que meu cliente se encontra.”, disse o advogado Rafael Faria.[/gpt3]

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