
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresentou-se nesta quarta-feira (3) contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um “desabafo institucional” feito no plenário. Ele afirmou que é atacado por “autoridades” desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A indicação gerou uma crise entre o Executivo e o Legislativo. O preferido de Alcolumbre para o cargo era o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Algumas autoridades insistem em dizer que o presidente do Senado está usurpando as prerrogativas do presidente quando quer indicar uma vaga para o Supremo”, disse.
“É inacreditável a capacidade das pessoas de mentir em relação às decisões institucionais tomadas pelos chefes de Poder”, disparou Alcolumbre. Ele também criticou ataques institucionais e declarações de “autoridades” que classificaram o Congresso como “inimigo do povo”.
Para Alcolumbre, os ataques são injustos e descolados da realidade. Segundo o senador, a Polícia Legislativa está investigando quem “patrocinou” as agressões contra o Congresso.
“Um dia desses foram por aí, patrocinados por muitos, porque a Polícia Legislativa do Senado e da Câmara está investigando e logo mais teremos [informações] e vamos trazer ao público aqueles que fizeram aquelas agressões de ‘Congresso inimigo do povo'”, prometeu.
Ele criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que dificulta a abertura de processos de impeachment contra membros da Corte.
“O que eu queria apenas de todos os outros Poderes era que tratassem da mesma maneira que este presidente que vos fala trata os outros Poderes, sem agressões infundadas, sem ataques, sem ofensas. Se eu me curvar a essa metodologia deles, eu não serei o Davi”, disse.
O senador condenou o eterno cenário de campanha eleitoral na política brasileira. “Chega, ninguém aguenta, estamos vivendo nos últimos anos o terceiro turno, o quarto turno, o quinto turno das eleições. Todas as vezes que a gente avança e colocar uma pauta de Brasil, todo o tempo é alguém pensando na eleição. Deixa a eleição para o ano que vem”, disse.
Alcolumbre garante evidência contra quem tentou “usurpar” prerrogativa do Congresso
Alcolumbre garantiu aos senadores que lhe falta “coragem para fazer o que for necessário para proteger o Poder Legislativo brasileiro”. Ele reiterou que todos os que tentaram “usurpar” a prerrogativa do Senado “terão um presidente do Congresso que vai à frente para defender a legitimidade do voto popular”.
“O que nos trouxe aqui foi o sufrágio das urnas, é para elas que devemos satisfação”, frisou.











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