
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, criticou a ideia do PT de lançar uma chapa pura para o Senado na Bahia. As duas cadeiras seriam disputadas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner (PT-BA).
Para ACM, o governo estaria treinando o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), “que teria o legítimo direito de ser candidato à reeleição na chapa governamental, depois de 10 anos, dois como presidente da Assembleia, oito como senador, prestando serviços relevantes à Bahia e, simplesmente, para prevalecer a chapa puro-sangue, a chapa da panelinha, eles tiraram o Coronel.”
A fala ocorreu durante um evento no carnaval de Salvador. O ex-prefeito aproveitou para ironizar o evento de aniversário de 46 anos do PT, ocorrido na capital baiana: “Imagino que o presidente Lula não saiu muito feliz dessa sua passagem aqui no nosso estado, porque acho que ele se deparou com um público limitado”, afirmou, apontando também que “o PT não marcou seu aniversário aqui à toa.”
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Ângelo Coronel deve deixar o PSD para se candidatar
Ângelo Coronel deverá deixar o PSD por, de acordo com ele, ter sido afastado das suas funções partidárias e orientado a procurar outra sigla caso queira se candidatar. O senador Otto Alencar (PSD-BA) teria dito ao Coronel que sua permanência no partido era “insustentável”. O parlamentar ainda não decidiu qual será o seu próximo partido.
A disputa pelo Senado no estado deve incluir ainda o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), o deputado Márcio Marinho (Republicanos) e o ex-deputado federal Aroldo Cedraz (sem partido).
Com relação ao governo da Bahia, o próprio ACM deverá disputar contra o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). A disputa ainda deve incluir José Carlos Aleluia (Novo) e Kleber Rosa (PSOL).
Atualmente, o PSD tem três membros com cargo de ministro: Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; e André de Paula, da Pesca e Aquicultura.











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