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A Polícia do RJ divulga nota à imprensa e diz que acordos de R$ 100 mil em transações financeiras ligadas ao vereador Salvino

Redação Por Redação
13 de março de 2026
Em Notícias
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A Polícia do RJ divulga nota à imprensa e diz que acordos de R$ 100 mil em transações financeiras ligadas ao vereador Salvino
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



A Polícia do RJ divulga nota à imprensa e diz que acordos de R$ 100 mil em transações financeiras ligadas ao vereador Salvino
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A Polícia Civil do Rio divulgou uma nota, no início da tarde desta sexta-feira (13), a respeito da prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) por expressões de ligação com o Comando Vermelho. Segundo a corporação, além dos diálogos em que o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, e um homem identificado como síndico da Gardênia que cita o nome do vereador, os investigadores dizem ter localizado transações financeiras consideradas suspeitas envolvendo Salvino, que somam mais de R$ 100 mil, incluindo 11 depósitos feitos em dinheiro vivo. Segundo a polícia, as investigações ainda mostraram movimentações consideradas suspeitas envolvendo empresas que são sócias ou assessor principal de Salvino. Segundo a polícia, a esposa desse assessor aparece como possível figura central de uma estrutura usada para lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, em 7 meses ela teria realizado mais de 20 saques em espécie que somam R$ 2,49 milhões, muitos deles em dias consecutivos. Além disso, uma empresa registrada em seu nome movimentou mais de R$ 35 milhões em pouco mais de 2 anos, valor considerado incompatível com a fatura declarada, de cerca de R$ 2 milhões. A TV Globo entrou em contato com a Prefeitura do Rio e com a defesa de Salvino e aguarda um posicionamento. Nesta sexta, a defesa do vereador entrou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi apreciado pela Justiça. Prisão mantida Na quinta (12), uma audiência de custódia manteve a prisão do vereador. O juiz Otávio Hueb Festa entendeu que o mandado de prisão temporária estava dentro da validade e que não houve ilegalidade na prisão e, por isso, manteve a prisão. Salvino foi preso nesta quarta-feira (11) em uma operação da Polícia Civil. O delegado Vinicius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, afirmou que a prisão de Salvino foi solicitada após a polícia encontrar uma “série de declarações” de ligação dele com o Comando Vermelho. Sem citar as provas, o delegado afirmou que “maiores detalhes serão apurados na investigação”. “Essas declarações foram apresentadas à Justiça, que entendiam que havia prisão temporária para que se buscasse até mais elementos, mais provas, para que se entendesse melhor qual seria a participação exata dele dentro da facção”, disse Miranda. Miranda explicou ainda que novos detalhes deverão surgir a partir das pesquisas realizadas nesta quarta-feira (11), incluindo a análise de documentos e do celular apreendido. De acordo com ele, o material pode ajudar a estabelecer a forma mais precisa na relação do vereador com a organização investigada. Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro afirmou que Salvino é o “braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”. O vereador negou todas as acusações (veja o que ele disse abaixo nesta reportagem). Leia farpas trocadas entre Paes e Castro nos últimos dias Em um vídeo publicado nas redes sociais após a prisão do vereador, o prefeito Eduardo Paes afirmou que, caso as suspeitas sejam confirmadas, defende a proteção. “Vou ser o primeiro a cobrar proteção e exigir que a Justiça seja feita. Aqui não se passa mão em cabeça de quem faz coisa errada”, afirmou. O prefeito também criticou o que chamou de uso político das forças de segurança e afirmou que aliados do governo do estado já foram alvo de investigações por ligação com o crime organizado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A operação A entrevista coletiva foi dada para falar sobre a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). Agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) conseguiram cumprir, no total, 13 mandados de prisão. Até a última atualização desta reportagem, 7 pessoas tinham sido presas, e 4 alvos já estavam encarcerados. Entre os presos nesta quarta são 18h e o vereador. Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomucemo, o Marcinho VP, e mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é considerada foragida. Outro procurado foi Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP. As acusações contra Salvino O vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/TV Globo No pedido de prisão, a Polícia Civil afirma ter identificada “tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico”, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a corporação, as investigações indicam que o vereador Salvino Oliveira teria buscado autorização do traficante Doca para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul, área dominada pelo Comando Vermelho. “Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”, afirmou a polícia no pedido de prisão. Entre as provas apresentadas está a imagem de uma conversa no WhatsApp que mostraria um diálogo entre uma comparação conhecida como Dom e Doca. No documento, no entanto, não há registro de conversa direta entre Salvino e o traficante. Na mensagem, Dom escreve a Doca: “Chefe, acabou de me ligar ao Landerson, sobrinho da Tia Márcia, falando que o Pé e você autorizaram o Salvino a trabalhar e que é para eu dar suporte e ajudar nos projetos dele. Procede?” Conversa interceptada e usada como prova contra Salvino no pedido de prisão Reprodução/TV Globo Logo depois da troca de mensagens, Doca liga para Dom, e os dois permanecem ao telefone por mais de 11 minutos. Segundo a polícia, Dom atuou como elo entre o núcleo operacional do Comando Vermelho e agentes externos, incluindo policiais. Dom foi executado em maio de 2025 e a principal suspeita é de queima de arquivo. O g1 apurou que a polícia acredita que a própria facção está por trás do crime. Quiosques em contrapartida, segundo a investigação De acordo com a investigação, em troca da autorização para entrar na comunidade, o vereador teria articulado benefícios ao grupo de crime, apresentado publicamente como ações externas para moradores da região. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Salvino se comunicou com o comando da facção por meio de Dom, que era conhecido como “síndico” da associação local. Segundo Curi, o parlamentar teria atuado para liberar parte dos quiosques construídos na Gardênia Azul. “Foram construídos alguns quiosques, cerca de 100, se não me engano, e metade desses quiosques, 50 desses quiosques, tiveram um processo completamente divulgado”, disse o secretário. De acordo com as investigações, a definição de parte dos beneficiários teria sido feita diretamente pelos membros da facção, sem processo público transparente. O que diz Salvino Salvino negou qualquer ligação com o traficante Doca, afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho do traficante Marcinho VP. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou. Já a defesa de Márcia Nepomuceno afirmou que as acusações divulgadas contra ela são infundadas e não têm comprovação. Segundo os advogados, Márcia já havia sido alvo de outra operação, mas acabou absolvida pela Justiça, decisão que foi mantida após recurso do Ministério Público. A defesa também disse que ela é servidora concursada, ré primária e tem patrimônio verificado. Os advogados destacam ainda que Márcia criou os filhos sozinha e que nenhum deles tem envolvimento com atividades criminosas. Por fim, afirmaram confiar que a Justiça esclarecerá os fatos. LEIA TAMBÉM: PMs presos em operação contra o CV forjaram apreensão de drogas após acordo com chefe da facção, diz investigação Nota da Câmara de Vereadores do Rio “A Câmara do Rio acompanha o revelador dos fatos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. O Legislativo municipal reafirma sua confiança no trabalho das instituições e no devido processo legal.”
A Polícia Civil do Rio divulgou uma nota, no início da tarde desta sexta-feira (13), a respeito da prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) por expressões de ligação com o Comando Vermelho. Segundo a corporação, além dos diálogos em que o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, e um homem identificado como síndico da Gardênia que cita o nome do vereador, os investigadores dizem ter localizado transações financeiras consideradas suspeitas envolvendo Salvino, que somam mais de R$ 100 mil, incluindo 11 depósitos feitos em dinheiro vivo. Segundo a polícia, as investigações ainda mostraram movimentações consideradas suspeitas envolvendo empresas que são sócias ou assessor principal de Salvino. Segundo a polícia, a esposa desse assessor aparece como possível figura central de uma estrutura usada para lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, em 7 meses ela teria realizado mais de 20 saques em espécie que somam R$ 2,49 milhões, muitos deles em dias consecutivos. Além disso, uma empresa registrada em seu nome movimentou mais de R$ 35 milhões em pouco mais de 2 anos, valor considerado incompatível com a fatura declarada, de cerca de R$ 2 milhões. A TV Globo entrou em contato com a Prefeitura do Rio e com a defesa de Salvino e aguarda um posicionamento. Nesta sexta, a defesa do vereador entrou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi apreciado pela Justiça. Prisão mantida Na quinta (12), uma audiência de custódia manteve a prisão do vereador. O juiz Otávio Hueb Festa entendeu que o mandado de prisão temporária estava dentro da validade e que não houve ilegalidade na prisão e, por isso, manteve a prisão. Salvino foi preso nesta quarta-feira (11) em uma operação da Polícia Civil. O delegado Vinicius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, afirmou que a prisão de Salvino foi solicitada após a polícia encontrar uma “série de declarações” de ligação dele com o Comando Vermelho. Sem citar as provas, o delegado afirmou que “maiores detalhes serão apurados na investigação”. “Essas declarações foram apresentadas à Justiça, que entendiam que havia prisão temporária para que se buscasse até mais elementos, mais provas, para que se entendesse melhor qual seria a participação exata dele dentro da facção”, disse Miranda. Miranda explicou ainda que novos detalhes deverão surgir a partir das pesquisas realizadas nesta quarta-feira (11), incluindo a análise de documentos e do celular apreendido. De acordo com ele, o material pode ajudar a estabelecer a forma mais precisa na relação do vereador com a organização investigada. Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro afirmou que Salvino é o “braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”. O vereador negou todas as acusações (veja o que ele disse abaixo nesta reportagem). Leia farpas trocadas entre Paes e Castro nos últimos dias Em um vídeo publicado nas redes sociais após a prisão do vereador, o prefeito Eduardo Paes afirmou que, caso as suspeitas sejam confirmadas, defende a proteção. “Vou ser o primeiro a cobrar proteção e exigir que a Justiça seja feita. Aqui não se passa mão em cabeça de quem faz coisa errada”, afirmou. O prefeito também criticou o que chamou de uso político das forças de segurança e afirmou que aliados do governo do estado já foram alvo de investigações por ligação com o crime organizado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A operação A entrevista coletiva foi dada para falar sobre a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). Agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) conseguiram cumprir, no total, 13 mandados de prisão. Até a última atualização desta reportagem, 7 pessoas tinham sido presas, e 4 alvos já estavam encarcerados. Entre os presos nesta quarta são 18h e o vereador. Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomucemo, o Marcinho VP, e mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é considerada foragida. Outro procurado foi Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP. As acusações contra Salvino O vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) Reprodução/TV Globo No pedido de prisão, a Polícia Civil afirma ter identificada “tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico”, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a corporação, as investigações indicam que o vereador Salvino Oliveira teria buscado autorização do traficante Doca para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul, área dominada pelo Comando Vermelho. “Segundo os elementos reunidos pela investigação, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”, afirmou a polícia no pedido de prisão. Entre as provas apresentadas está a imagem de uma conversa no WhatsApp que mostraria um diálogo entre uma comparação conhecida como Dom e Doca. No documento, no entanto, não há registro de conversa direta entre Salvino e o traficante. Na mensagem, Dom escreve a Doca: “Chefe, acabou de me ligar ao Landerson, sobrinho da Tia Márcia, falando que o Pé e você autorizaram o Salvino a trabalhar e que é para eu dar suporte e ajudar nos projetos dele. Procede?” Conversa interceptada e usada como prova contra Salvino no pedido de prisão Reprodução/TV Globo Logo depois da troca de mensagens, Doca liga para Dom, e os dois permanecem ao telefone por mais de 11 minutos. Segundo a polícia, Dom atuou como elo entre o núcleo operacional do Comando Vermelho e agentes externos, incluindo policiais. Dom foi executado em maio de 2025 e a principal suspeita é de queima de arquivo. O g1 apurou que a polícia acredita que a própria facção está por trás do crime. Quiosques em contrapartida, segundo a investigação De acordo com a investigação, em troca da autorização para entrar na comunidade, o vereador teria articulado benefícios ao grupo de crime, apresentado publicamente como ações externas para moradores da região. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Salvino se comunicou com o comando da facção por meio de Dom, que era conhecido como “síndico” da associação local. Segundo Curi, o parlamentar teria atuado para liberar parte dos quiosques construídos na Gardênia Azul. “Foram construídos alguns quiosques, cerca de 100, se não me engano, e metade desses quiosques, 50 desses quiosques, tiveram um processo completamente divulgado”, disse o secretário. De acordo com as investigações, a definição de parte dos beneficiários teria sido feita diretamente pelos membros da facção, sem processo público transparente. O que diz Salvino Salvino negou qualquer ligação com o traficante Doca, afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho do traficante Marcinho VP. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou. Já a defesa de Márcia Nepomuceno afirmou que as acusações divulgadas contra ela são infundadas e não têm comprovação. Segundo os advogados, Márcia já havia sido alvo de outra operação, mas acabou absolvida pela Justiça, decisão que foi mantida após recurso do Ministério Público. A defesa também disse que ela é servidora concursada, ré primária e tem patrimônio verificado. Os advogados destacam ainda que Márcia criou os filhos sozinha e que nenhum deles tem envolvimento com atividades criminosas. Por fim, afirmaram confiar que a Justiça esclarecerá os fatos. LEIA TAMBÉM: PMs presos em operação contra o CV forjaram apreensão de drogas após acordo com chefe da facção, diz investigação Nota da Câmara de Vereadores do Rio “A Câmara do Rio acompanha o revelador dos fatos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. O Legislativo municipal reafirma sua confiança no trabalho das instituições e no devido processo legal.”[/gpt3]

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