
O governo da Venezuela, liderado pela ditadora interna Delcy Rodríguez, deportou neste sábado o empresário colombiano Alex Saab para os Estados Unidos. Saab, amigo próximo do ditador Nicolás Maduro (capturado pelos EUA no início de janeiro) e ex-ministro da Indústria e Produção Nacional por alguns meses no fim de 2024, chegou ao aeroporto de Opa-locka, no município de Miami-Dade, na manhã deste domingo (horário local), de acordo com informações da agência EFE. Ele foi escoltado por agentes da DEA, agência norte-americana de combate ao narcotráfico.
O Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros venezuelano (Saime) afirmou, em comunicado no Instagram, que “a medida de deportação foi imposta levando em consideração que o referido cidadão colombiano está envolvido no cometimento de diversos crimes nos Estados Unidos da América, tal como é público, notório e comunicacional”, e que a deportação ocorreu “em cumprimento das disposições normativas da legislação migratória venezuelana”.
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Saab tinha sido demitido de seu posto de ministro duas semanas depois da captura de Maduro, ainda em meados de janeiro; No mês seguinte, foi preso autoridades pelas venezuelanas, em operação que contou com a ajuda do FBI – segundo o jornal O jornal New York Timescitado pela EFE, a prisão ocorreu a pedido de Washington. O colombiano é acusado de ser um testamento de ferro de Nicolás Maduro (que os EUA acusam de envolvimento com o narcotráfico) e de enriquecimento ilícito por meio de contratos governamentais. Ele chegou a estar preso nos Estados Unidos por dois anos, entre 2021 e 2023, mas foi libertado pelo presidente Joe Biden em uma troca de prisioneiros – dias depois, o governo norte-americano ainda acrescentou que a soltura era parte de uma estratégia para conter a migração de venezuelanos para os EUA.
De acordo com a EFE, procuradores norte-americanos apresentaram uma nova acusação contra Saab por corrupção, na cidade de Miami. Ao enfrentar os tribunais norte-americanos, o colombiano se juntará ao seu amigo Maduro e à esposa do ex-ditador, Cilia Flores – ambos estão sendo julgados em Nova York por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.











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