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Veja as principais armas já utilizadas pelos EUA na guerra no Irã

Redação Por Redação
9 de março de 2026
Em Entretenimento
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Veja as principais armas já utilizadas pelos EUA na guerra no Irã
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Os Estados Unidos já atingiram mais de 3 mil alvos na guerra que travam ao lado de Israel contra o regime do Irã desde o último sábado (28), segundos dados divulgados na sexta-feira (6) pelo Pentágono e pelo Comando Central Americano (Centcom), responsáveis ​​pelas operações no Oriente Médio.

A operação em curso, batizada pelos EUA de “Fúria Épica”, já mobilizou bombardeiros estratégicos, caças de 5ª geração, mísseis balísticos recém-incorporados ao arsenal americano, drones de ataque – incluindo drones kamikazes –, sistemas antimísseis e dois porta-aviões nucleares. De acordo com as autoridades americanas, o objetivo da operação em curso é desmantelar a estrutura militar iraniana e neutralizar futuras ameaças iminentes.

O que já foi usado pelos EUA no atual conflito

Segundo o Centcom, a campanha aérea em curso contra o Irã envolve três tipos de bombardeiros de longo alcance: o B-2, B-1 e B-52.

  • Espírito B-2: um bombardeiro furtivo (stealth), projetado para penetrar sistemas avançados de defesa aérea sem ser detectado por radar. Ele é usado para atacar alvos estratégicos de alto valor, como centros de comando e instalações fortificadas.
  • Lanceiro B-1: um bombardeiro supersônico capaz de transportar grande quantidade de munições de maneira eficaz, sendo empregado em ataques de grande escala.
  • B-52 Stratofortaleza: um modelo de bombardeiro mais antigo que está sendo utilizado para lançar bombas pesadas e mísseis de cruzeiro a longa distância.
eua-ira-oriente-medio-guerraBombardeiro furtivo B-2 Spirit liderando uma formação composta por um B-1 Lancer, um B-52 Stratofortress, um A-10 Warthog, um F-16 Fighting Falcon, um F-15 Eagle e um F-22 Raptor, durante evento nos EUA no ano passado | FOTO: Lauren Cobin/Força Aérea dos EUA (Foto: Lauren Cobin/Força Aérea dos EUA)

Caças de combate de última geração

De acordo com o Pentágono, cerca de 200 caças participam da operação no Oriente Médio, entre os modelos empregados no conflito estão o F-15, F-16, F-18, F-22, F-35 e A-10.

Os modelos F-22 Raptor e o F-35 Lightning II que estão sendo usados ​​na guerra, são aeronaves de 5ª geração equipadas com tecnologia furtiva e sensores avançados. O F-22 é direcionado principalmente para superioridade aérea, ou seja, eliminar aviões inimigos. Já o F-35 combina combate aéreo com ataques de precisão contra alvos individuais.

Por sua vez, o F-15 e o F-16 são caças multifuncionais, capazes de realizar tanto missões de combate aéreo quanto bombardeios. OF/A-18, operado a partir de porta-aviões, decola e pousa no próprio navio e realiza ataques e patrulhas a partir do mar. Já o A-10 Thunderbolt II é especializado em apoio aéreo aproximado, projetado para destruir veículos blindados e em posições terrestres.

Uma caça F-22 Raptor e um F-35 Lightning II durante treinamento na Califórnia. Foto: Kyle Larson/Força Aérea dos EUA (Foto: 412ª Ala de Teste)

Míssil balístico de curto alcance

O almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, confirmou nesta semana o uso do Precision Strike Missile (PrSM) na guerra contra o Irã, classificando-o como “um marco histórico”. O PrSM é um míssil balístico de curto alcance lançado a partir do sistema HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System), um lançador de mísseis móveis montado sobre um caminhão utilizado pelo Exército americano.

Fabricado pela Lockheed Martin, o PrSM pode atingir alvos a centenas de quilômetros de distância com alta precisão. Ele segue trajetória balística, subindo rapidamente e descendo em alta velocidade até o alvo.

eua-guerra-iraO míssil Precision Strike Missile (PrSM) durante testes nos EUA no ano passado | FOTO: Christopher Bohn/Exército dos EUA (Foto: Christopher Bohn/Exército dos EUA)

Drones LUCAS

Fazendo sua estreia neste conflito contra o Irã, o LUCAS (Low-Cost Unmanned Combat Attack System) é um drone de ataque de baixo custo, estimado em cerca de US$ 35 mil por unidade, segundo autoridades americanas.

De acordo com o Centcom, o modelo foi desenvolvido com base no drone iraniano Shahed.

“Pegamos o design original, melhoramos e usamos contra eles [o regime islâmico]”, afirmou o almirante Cooper em vídeo divulgado pelo comando militar.

O LUCAS é classificado como um drone de ataque de uso único — também conhecido como “kamikaze”. Ele é lançado em direção ao alvo já carregado com explosivos e se derrota no momento do impacto. Por ter um custo relativamente baixo, pode ser empresário em maior número para atingir radares, lançadores de mísseis e outras posições estratégicas.

drone eua irãUm drone Low-cost Unmanned Combat Attack System (LUCAS) decolando a partir do USS Santa Barbara no Golfo Árabe em dezembro do ano passado. A exibição de informações visuais do Departamento de Guerra dos EUA (DoW) não implica ou constituições endosso por parte do DoW | Foto: Exército dos EUA/Spc. Kayla McGuire (Foto: Exército dos EUA/Spc. Kayla McGuire)

Misseis Tomahawk

Os destruidores da Marinha dos EUA lançaram contra o Irã os famosos mísseis de cruzeiro Tomahawk, armamentos de longo alcance disparados de navios. Eles voam a baixa altitude, guiados por sistemas de navegação, e são utilizados para atingir alvos estratégicos com precisão.

Imagens divulgadas nesta semana indicam que uma possível versão atualizada do Tomahawk pode estar sendo testada no conflito contra o Irã. Analistas militares afirmaram à imprensa americana que esta versão atualizada pode ter melhorias no sistema de navegação e maior capacidade de manobra, além do possível revestimento para reduzir a detecção por radar.

O Comando Central dos EUA não confirmou se se trata de um novo modelo, alegando razões de segurança operacional.

eua guerra irãO caçador USS Thomas Hudner (DDG-116), da classe Arleigh Burke, disparou um míssil Tomahawk durante uma operação contra o Irã | Cortesia/Marinha dos EUA (Foto: Cortesia/Marinha dos EUA)

Torpedo Marca 48

Segundo o presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, o submarino americano que afundou um navio de guerra iraniano utilizou um torpedo Mark 48 durante a operação.

O Mark 48 é um torpedo pesado, lançado a partir de submarinos, projetado para destruir navios de grande porte e submarinos inimigos. Ele se desloca debaixo da água em alta velocidade, guiado por sensores que detectam o calor e o ruído da embarcação alvo.

Trata-se de um dos principais armamentos da Marinha dos Estados Unidos para guerra naval. Segundo Caine, o ataque representou a primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, que um torpedo americano foi usado para afundar um navio inimigo em combate.

eua guerra irãMarinheiros posicionando um torpedo Mark 48 durante a retirada de armamentos do submarino de ataque rápido USS Minnesota no ano passado | FOTO: Nikita Custer/Marinha dos EUA (Foto: Nikita Custer/Marinha dos EUA)

Sistemas antimísseis

Na área defensiva, os EUA posicionaram os sistemas antimísseis Patriot e THAAD. O Patriota intercepta mísseis de curto e médio alcance. Já o THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) foi projetado para destruir mísseis balísticos em altitude elevada, antes que atinjam o solo.

Segundo o Departamento de Guerra dos EUA, esses sistemas foram mobilizados para proteger bases e tropas americanas no Oriente Médio das retaliações iranianas.

Guerra eletrônica, vigilância e apoio

Além dos sistemas de ataque e defesa, os Estados Unidos estão empregando uma ampla estrutura de inteligência, monitoramento e apoio operacional na guerra contra o Irã,

Para isso, os americanos mobilizaram embarcações, aeronaves e drones especiais que garantirão vigilância constante, coleta de informações e quantitativa das operações no ar e no mar. Até o momento já foram utilizadas as seguintes opções:

  • Ceifador MQ-9: drone de grande porte capaz de permanecer longos períodos sobre uma área. É utilizado para vigilância, identificação de alvos e ataques de precisão com mísseis guiados.
  • Growler EA-18G: aeronave dedicada à guerra eletrônica. Sua função é interferir em radares, sistemas de defesa aérea e comunicações inimigas, aumentando a capacidade de ocorrência do adversário.
  • RC-135: avião de reconhecimento especializado em coleta de inteligência eletrônica. Ele capta sinais de radar, notificações de rádio e comunicações militares para mapear a atividade do inimigo.
  • P-8 Poseidon: aeronave de patrulha marítima usada para monitorar embarcações e submarinos, além de acompanhar movimentações navais na região.
  • AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado): aeronaves equipadas com grandes radares rotativos no topo da fuselagem. Funcionam como centros de comando aéreo, coordenando caças e bombardeiros, identificando ameaças e organizando o espaço aéreo em tempo real.

Também no Oriente Médio dois porta-aviões nucleares – o USS Gerald R. Ford e o USS Abraham Lincoln – que sustentam as operações aéreas, permitindo o lançamento contínuo de aeronaves.

eua guerra irãO USS Gerald Ford está apoiando as operações contra o Irã | FOTO: Jackson Adkins/Marinha dos EUA/Wikimedia Commons (Foto: Jackson Adkins/Marinha dos EUA/Wikimedia Commons)

O que ainda pode ser usado

Bombas de gravidade guiadas

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os EUA podem utilizar no conflito em curso as bombas de gravidade guiadas por GPS e laser, de 500, 1.000 e 2.000 libras.

Bombas de gravidade são lançadas por aviões e caem até o alvo usando apenas a força da gravidade – não têm motor, como os mísseis.

Nos modelos atuais, eles recebem sistemas de orientação por GPS ou laser, o que permite corrigir a trajetória durante a queda e atingir o alvo com maior precisão.

Segundo Hegseth, os Estados Unidos possuem “estoque praticamente ilimitado” desse tipo de munição. Elas são mais utilizadas quando há superioridade aérea, pois desativam que a aeronave se aproxime mais do alvo. Nesta semana, os EUA disseram que estão praticamente controlando o espaço aéreo do Irã.

Uso de inteligência artificial

Conforme reportagem do Jornal de Wall Streeto Pentágono utiliza ferramentas de inteligência artificial (IA) para análise de dados, logística, simulação de cenários e identificação de alvos no conflito contra o Irã.

Na prática, esses sistemas de IA processam grandes volumes de informações captadas por satélites, drones e radares, ajudando militares a identificar padrões, priorizar ameaças e acelerar decisões operacionais. A tecnologia também é empregada para organizar o deslocamento de tropas, munições e equipamentos, tornando a cadeia logística mais rápida e eficiente.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, a inteligência artificial não substitui o comando humano, mas funciona como ferramenta de apoio à tomada de decisão. O Departamento de Guerra não detalha quais sistemas específicos estão sendo usados, alegando razões de segurança operacional.

A discussão ocorre em meio a um debate paralelo entre o governo do presidente Trump e a empresa de inteligência artificial Antrópica, responsável por IA Claude.

O impasse iniciado após o Departamento de Guerra determinar que os contratos de tecnologia com o governo deveriam permitir o uso dos sistemas de IA para qualquer finalidade considerada legal, sem restrições prévias. A Anthropic, por sua vez, manteve salvaguardas que impedem que seu modelo de IA seja usado para vigilância em massa de cidadãos americanos ou para controle de armas totalmente autônomas letais.

Diante da recusa da empresa em retirar essas limitações, Trump determinou a suspensão do uso da tecnologia da Antrópica pelo governo federal. A Imprensa americana cita que, mesmo após este veto, a IA Claude foi utilizada na operação em curso contra o Irã.

“Capacidades não divulgadas”

Em comunicado oficial, o Centcom afirmou nesta semana que, além das armas mencionadas, os EUA estão utilizando neste conflito diversas outras armas com “capacidades especiais que não podem ser relacionadas”, porém que o arsenal divulgado publicamente pode não representar a totalidade dos recursos disponíveis para a guerra.

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