
As horas que antecederam o fim do prazo dado pelo presidente Donald Trump ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz foram marcadas por tensão máxima entre os países envolvidos no conflito – EUA, Israel e Teerã.
Logo cedo, nesta terça-feira (7), o líder americano soltou uma declaração que abalou a ordem internacional. Ele disse que uma “civilização inteira morrerá hoje à noite”, caso um acordo não fosse firmado para liberar a rota do petróleo, e as forças americanas foram autorizadas a bombardear usinas de energia e pontes iranianas, algo que começou a ser feito por parte de Israel – o país atacou pontes e ferrovias usadas para transporte de armas pela Guarda Revolucionária.
Durante o dia, a imprensa iraniana exibiu imagens de uma “corrente humana” com cidadãos formados para proteger uma usina termelétrica em Tabriz que poderia ser alvo de ataques. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que mais de 14 milhões de pessoas se inscreveram para “sacrificar suas vidas” pelo país.
Ainda no último dia do ultimato, os EUA lançaram mais de 90 ataques à Ilha de Kharg, todos direcionados a alvos militares e não energéticos. O Irã também voltou a mirar países vizinhos com drones e mísseis. Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Iraque declararam ter sido alvos de bombardeios.
O país lançou um complexo petroquímico saudita em Jubail, um dos maiores do mundo. Diante das ameaças e do prazo iminente, os países do Oriente Médio aconselharam suas situações a se abrigarem em antecipação a possíveis ataques nas próximas horas.
Possível acordo pode ser anunciado nas próximas horas, diz fonte
Nos momentos finais antes do prazo do ultimato se encerrar, a Casa Branca confirmou que Trump recebeu uma proposta de cessar-fogo de duas semanas lideradas pelo Paquistão, a fim de permitir a continuidade das negociações diplomáticas. O líder americano prometeu dar uma resposta, mas até o momento não se manifestou sobre o assunto.
Uma fonte paquistanesa consultada por CNN disse sob condição de anonimato que os países estão em intensas negociações mediadas pelo Paquistão e devem chegar a um acordo nas próximas horas, antes do prazo estabelecido por Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
De acordo com a pessoa relatada pela emissora, as negociações planejadas em uma fase decisiva, e “boas notícias são esperadas em breve”, após contatos de alto nível liderados pelo chefe do Exército Paquistanês, Asim Munir, que assumiu um papel central na mediação.











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