
Diversas empresas e embaixadas estrangeiras em Cuba estão revisando planos de contingência e evacuação diante do aumento da pressão dos Estados Unidos sobre a ilha. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela agência EFEcom base em relatos de diplomatas e representantes do setor privado em Havana.
Segundo a agência, a preocupação cresceu nas últimas semanas em missões diplomáticas e filiais de empresas internacionais acompanha, que sofre neste momento com os apagões prolongados, deficiência crítica de combustíveis e desequilíbrio econômico, além do agravamento do cenário geopolítico no Caribe após a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, no último dia 3, marcado por ameaças diretas dos EUA contra o regime comunista cubano.
De acordo com a EFEao menos uma dezena de países europeus e latino-americanos confirmaram, sob condição de anonimato, que estão atualizando seus planos de evacuação e revisando listas de nacionais residentes na ilha. Em alguns casos, diplomatas disseram que as autoridades chegaram a entrar em contato direto com os cidadãos para confirmar dados pessoais e logísticos.
“É nossa responsabilidade rever os planos e preparar planos”, afirmou à EFE uma diplomata que vive em Havana, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema.
No setor privado, filiais de empresas internacionais disseram à agência que uma incerteza geopolítica levou a uma reavaliação das operações na ilha junto às matrizes. Segundo essas fontes, dois fatores pesam: a possibilidade de uma intervenção militar americana – mesmo que limitada – e o impacto direto da crise econômica sobre a atividade produtiva, especialmente com o agravamento dos apagões e a falta de combustíveis.
Um dos casos relatados pela EFE é o da multinacional britânica Unilever, que já teria evacuado as famílias de funcionários estrangeiros que atuam no país, segundo duas fontes próximas à companhia. A empresa não comentou oficialmente o assunto.
Nesta quinta, o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Washington gostaria que, ainda este ano, “os cubanos possam exercer suas liberdades fundamentais”, numa referência direta a um possível processo de mudança de regime na ilha.
Por sua vez, o presidente Donald Trump disse na terça-feira (27) que, após o bloqueio do abastecimento de petróleo venezuelano, Cuba estaria “à beira do cair”.
Após a captura de Maduro, durante coletivamente ao lado de Trump, o secretário de Estado Marco Rubio disse que, se estivesse em Havana, “estaria preocupado, ainda que um pouco”.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/j/AvwHcmT4WbE7TTAfAjtw/whatsapp-image-2026-01-13-at-20.20.16-1-.jpeg)









Deixe o Seu Comentário