
O governo da Suíça disse nesta segunda-feira (23) que bloqueou 687 milhões de francos suíços (cerca de US$ 887 milhões) em ativos ligados ao entorno do ex-ditador Nicolás Maduro no país europeu.
Segundo as autoridades suíças, dois terços desse montante já foram congelados anteriormente no âmbito de processos penais em curso na Suíça. Após a captura de Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, foram bloqueados mais 239 milhões de francos suíços adicionais.
De acordo com o governo, dois dias após Maduro ser capturado pelas forças dos EUA em Caracas, entrou em vigor a ordem formal de congelamento dos ativos do ex-ditador e de pessoas vinculadas a ele. O bloqueio foi classificado pelas autoridades como uma “medida de precaução”, imposta diante da “situação volátil” criada após a prisão do chavista.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que nenhum membro que integra o atual regime que comanda interinamente a Venezuela, sob mira dos EUA, é diretamente afetado pela medida. As autoridades sugeriram que o congelamento busca evitar eventuais transferências ou desvios de recursos.
De acordo com a legislação federal suíça, é possível congelar ativos de estrangeiros considerados “politicamente expostos” quando há acusações de que tenham sido obtidas por corrupção, gestão criminosa ou outros crimes graves. Caso fique comprovada a origem ilícita dos valores garantidos a Maduro, a Suíça poderá restituí-los em benefício da população venezuelana, segundo assegurado pelas autoridades em janeiro.












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