
O Senado dos Estados Unidos decidiu rejeitar nesta quarta-feira (4) uma resolução imposta por parlamentares democratas que buscava limitar a capacidade do presidente Donald Trump de realizar novas ações militares contra o Irã sem autorização explícita do Congresso. A proposta foi derrotada por 53 votos a 47.
A resolução foi apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, com base na chamada Resolução de poderes de guerralegislação de 1973 que regulamenta o uso das Forças Armadas americanas em conflitos no exterior sem autorização formal do Congresso.
De acordo com o texto da resolução relatado pela imprensa americana, a medida determinaria a retirada das forças militares dos Estados Unidos de qualquer hostilidade “dentro ou contra o Irã” que não tivesse sido autorizada por uma declaração formal de guerra ou por uma autorização expressa aprovada pelo Legislativo.
A votação ocorreu poucos dias após o início da ofensiva militar americana contra o regime iraniano, liderada em parceria com Israel. A campanha militar contra Teerã tem como objetivo atingir a infraestrutura militar iraniana, incluindo capacidades de mísseis balísticos, produção de drones, bases militares e instalações ligadas ao programa nuclear.
O senador democrata John Fetterman foi o único membro do partido a votar contra a proposta. Já entre os republicanos, apenas Rand Paul votou a favor da medida ao lado da oposição democrata.
O debate no Senado refletiu uma disputa sobre o papel do Congresso nas decisões de guerra. Os democratas argumentaram que a Constituição americana atribuía ao Legislativo autoridade para declarar guerra e que o presidente não poderia iniciar um conflito militar sem aprovação formal do Congresso.
Os republicanos, por outro lado, defenderam que limitar as ações militares neste momento poderia prejudicar a condução da operação. Segundo o portal Eixoslíderes do Partido Republicano afirmaram que o ataque contra o Irã foi justificado por uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e de seus aliados.
O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, argumentou que aprovar a resolução poderia restringir a capacidade do presidente Trump de responder rapidamente durante um conflito. Segundo ele, se o Congresso quiser interromper a guerra, o caminho seria cortar os recursos financeiros destinados às operações militares.
Uma resolução semelhante também deve ser votada na Câmara dos Deputados, embora os líderes republicanos já tenham indicado que esperam derrotar a proposta, mantendo o apoio do Congresso às ações militares conduzidas pela Casa Branca.












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