No dia 3 de março o céu será palco de um dos comentários astronômicos mais aguardados do ano: uma Lua de Sangue. O evento é um eclipse lunar total. E é neste momento que o satélite natural da Terra adquire um tom avermelhado – resultado da maneira como a luz solar interage com a atmosfera.
O eclipse terá duração total de 58 minutos e poderá ser assistido em partes do Brasil. Segundo o site oficial da NASA, “a totalidade será visível ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e no início da manhã na América do Norte, Central e no extremo oeste da América do Sul”.
Assim, nas regiões Norte e Centro-Oeste, será possível acompanhar apenas o início da fase parcial por cerca de 10 minutos antes do amanhecer. Já no Sul, Sudeste e Nordeste, o aspecto será predominantemente penumbral, com efeito sutil e de difícil percepção a olho nu.
Qual o território para acompanhar as características?
A Lua Vermelha – como também é chamada – resultou a ganhar toneladas avermelhadas às 03h44 (horário de Brasília), com término previsto para 09h23.
E, para quem estiver em regiões onde o particular poderá ser observado, a boa notícia é que não são necessários equipamentos especiais. Diferentemente do eclipse solar, a Lua de Sangue não oferece riscos à visão.
A recomendação é apenas buscar um local aberto, com boa visibilidade da Lua e pouca interferência de poluição luminosa. Para uma observação mais detalhada, binóculos ou telescópios podem ser úteis.
O que é um eclipse lunar total, que tem como consequência a Lua de Sangue?
Ó eclipse lunar total ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Luabloqueando a passagem da luz solar e projetando sua sombra sobre todo o satélite natural. Nesse cenário, a superfície lunar fica completamente coberta pela umbra terrestre.

Existe também o eclipse parcial, em que apenas uma parte da Lua entra na umbra, enquanto o restante permanece na penumbra.
Em entrevista para o site oficial do Observatório Nacionaluma Dra. Josina Nascimento, astrônoma da instituição, diz que “ainda neste ano de 2026 haverá um eclipse parcial da Lua na noite de 27 para 28 de agosto que será visível em todo o Brasil. […] Em 2027 ocorrerão 3 eclipses da Lua e todos os 3 serão apenas do tipo Penumbral. Em 2028 teremos 2 eclipses parciais, sendo um deles visível em todo o Brasil, mas somente com menos de 3% de magnitude e o segundo visível em parte do Brasil e com magnitude menor que 33%.”.
O profissional acrescenta que o próximo eclipse lunar total com todas as fases visíveis em todo o Brasil ocorrerá apenas em junho de 2029.
O que exatamente acontece para a lua ficar vermelha?
De acordo com a Nasa, “núcleos com comprimentos de onda mais curtos – os azuis e os violetas – se espalham mais facilmente do que núcleos com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja. Como esses comprimentos de onda mais longos conseguem atravessar a atmosfera da Terra, e os comprimentos de onda mais curtos se dispersam, a Lua parece alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar”.
A agência dos EUA responsável por pesquisas ligadas à astronomia ainda acrescenta que, Quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera terrestre, mais vermelha será a coloração do satélite natural no momento do eclipse.

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