
O governo do Reino Unido decidiu nesta sexta-feira (20) autorizar, para “ações defensivas”, o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos em operações militares relacionadas ao conflito com o Irã e à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial. A decisão foi confirmada em comunicado oficial divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, após reunião de ministros para discutir a escalada no Oriente Médio.
Segundo o governo britânico, a autorização faz parte de medidas de defesa coletiva para proteger navios comerciais e infraestrutura energética na região, após ameaças do Irã contra embarcações que navegam na região e ataques contra instalações no Golfo. Conforme o comunicado, o acordo que permite o uso de bases no Reino Unido inclui operações americanas destinadas a reduzir a capacidade de lançamento de mísseis e outros ataques usados contra navios no Estreito de Ormuz.
O texto afirma que Londres trabalha em conjunto com parceiros internacionais para desenvolver um plano capaz de garantir a segurança da navegação na região, onde passa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo. As autoridades britânicas também condenaram a ampliação dos alvos iranianos. Segundo o governo, tal iniciativa aumenta o risco de uma crise regional ampliada e de mais impactos econômicos globais.
Apesar do apoio às operações defensivas, o Reino Unido afirmou que pretende evitar uma escalada maior do conflito. De acordo com o comunicado, o país continua “comprometido em agir conforme o direito internacional, defendendo os seus interesses e aliados”, mas sem se envolver em uma guerra mais ampla no Oriente Médio. O governo britânico também pediu uma “redução urgente das tensões” e uma solução rápida para o conflito.
A posição foi divulgada um dia depois de uma declaração conjunta assinada por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e outros países, que condenou o bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques contra navios, classificando as ações como ameaça à segurança internacional. No documento, os governos afirmaram estar prontos para contribuir com esforços para garantir a passagem segura pela rota, mas não detalharam que tipo de participação militar poderia oferecer.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou aos aliados críticos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para não apoiarem de forma mais direta as operações para conter o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. Em publicação feita nesta sexta-feira, o republicano afirmou que vários países reivindicam o impacto do bloqueio sobre o preço do petróleo, mas evitam participar das ações militares para garantir a segurança da navegação.
O posicionamento britânico ocorre enquanto os Estados Unidos intensificam as operações na região para tentar reabrir o estreito, usando aviões de ataque, presidentes e bombardeios contra alvos iranianos, em uma campanha que, segundo autoridades americanas, pode levar semanas até que a navegação seja considerada segura novamente.

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