
O Parlamento do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (24) a divulgação de documentos solicitados relacionados à nomeação do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor como enviado especial para comércio internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011. A decisão foi tomada por meio do chamado “endereço humilde” – mecanismo parlamentar considerado vinculado que obriga formalmente o governo a entregar documentos à Câmara dos Comuns – aprovado sem necessidade de votação nominal.
A medida ocorre após Andrew ter sido preso na semana passada sob suspeitas de má conduta em carga pública, no contexto das investigações ligadas ao seu relacionamento com o financista e pedófilo Jeffrey Epstein.
O ministro do Comércio do Reino Unido, Chris Bryant, afirmou que o governo do primeiro-ministro Keir Starmer cumprirá a determinação “o mais rápido possível”, mas ressaltou que a investigação policial em andamento pode impactar o cronograma desta entrega de documentos, segundo informou a BBC. Segundo Bryant, muitos dos documentos têm cerca de 25 anos e parte deles está em formato físico, o que pode tornar o processo mais demorado.
O ex-príncipe Andrew foi preso na semana passada sob suspeita de má conduta em carga pública, acusado de ter compartilhado com Epstein informações de benefícios durante o período em que atuou como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimento.
Segundo informações, após a divulgação de novos documentos nos Estados Unidos sobre o caso Epstein, há relatos de que Andrew teria encaminhado ao financeiro americano relatórios governamentais e informações sobre oportunidades de investimento. Andrew ficou solto cerca de 11 horas após ser preso. Ele não foi acusado formalmente. À medida que as investigações continuam.
O ex-príncipe nega de forma consistente qualquer irregularidade enquanto ocupava a carga de envio especial.

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