
James Ransone participa da estreia do filme “It – Capítulo Dois”, da Warner Bros. Pictures, no Regency Village Theatre, em 26 de agosto de 2019, em Westwood, Califórnia. Getty Images via BBC O ator James Ransone, conhecido por papéis na série The Wire e no filme IT, morreu na última sexta-feira (19/12), segundo informações do site TMZ. Ele tinha 46 anos. O Departamento de Polícia de Los Angeles atendeu uma chamada em uma residência, onde os policiais concluíram um relatório de investigação da morte e não suspeitaram de crime, diz a publicação. Ele se tornou conhecido ao interpretar o personagem Ziggy Sobotka, na segunda temporada da série The Wire, na HBO. Também esteve em filmes de terror conhecidos como It – Capítulo Dois, de 2019, em que interpretou Eddie Kaspbrak quando adulto. Segundo o site IMDB, Ransone frequentou o Carver Center for Arts and Technology em Towson, Maryland, de 1993 a 1997, onde se especializou em teatro, depois mudou de curso para artes plásticas e se formou em 1997. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ‘Um dos atores mais francos e autocríticos que se podem imaginar’ Em uma entrevista ao jornal The Guardian, em 2009, o ator foi descrito alguém como que sobreviveu de cabeça nos projetos de que participava. “Por um lado, ele embarcou na produção do novo drama sobre a guerra do Iraque, Generation Kill, de David Simon e Ed Burns, comprometendo-se assim a oito meses de filmagens na Namíbia. Por outro lado, uma vez lá, ele mergulhou de cabeça na experiência. Enquanto seus colegas ficaram bêbados e ouviram música techno, Ransone se juntou aos consultores militares do programa, entrou em um caminhão e partiu para explorar.” Segundo a publicação, Ransone era “um dos atores mais francos e autocríticos que se pode imaginar. Um homem que teme clichês, não tem medo de trabalhar duro e não é amigo de muitos outros colegas de profissão”. O jornal conta que, quando ele fez o teste para o papel de Ziggy Sobotka, “um personagem doce, impulsivo e profundamente tolo”, achou que o sotaque de Baltimore (onde nasceu) poderia ajudá-lo. “Eu sabia que era bom para mim. Estou ficando mais velho, então as questões que eles abordam estão se tornando mais importantes”, disse ele ao The Guardian. “Quando filmei The Wire, eu tinha 22 anos. Eu só queria me divertir em Nova York com meus amigos — era tudo o que me importava. Agora vejo como a narrativa é importante. Isso tem sido simultaneamente uma vitória e uma maldição.” Ele afirmou que não tinha ideia de que as pessoas considerassem The Wire como uma das melhores séries de TV já feitas. “Você pode pensar que isso alimenta meu ego, mas me deixa morrendo de medo, tipo, ‘Oh, eu atingi meu auge'”. “Veja Van Gogh ou Nick Drake”, continua ele, “ninguém sabia quem eram esses caras até que morreram. Então, para mim, isso significa que vou morrer em um antro de ópio”.
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