
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se tornou alvo de duas investigações nos EUA por suposto envolvimento com narcotraficantes de seu país, segundas informações reveladas pelo jornal O jornal New York Times nesta sexta-feira (20).
Ao menos dois escritórios de procuradores federais, em Manhattan e no Brooklyn, obtiveram apurar possíveis encontros do líder esquerdista com traficantes de drogas e se sua campanha presidencial solícita doações de narcotráfico, relataram três fontes familiarizadas com o assunto, sob condição de anonimato.
As ações independentes, que não foram até o momento ligadas ao presidente Donald Trump, estão em fase inicial e contaram com o apoio de promotores especializados no tráfico internacional de narcóticos, bem como agentes da Administração de Combate às Drogas (DEA) e da Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI). Não se sabe se elas levarão a acusações criminais contra o colombiano.
Em janeiro, após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua transferência para Nova York para responder às acusações de tráfico de drogas, Trump sinalizou que poderia tomar medidas contra Petro.
O presidente colombiano, que já integrou o grupo de guerrilha M-19 na juventude, sempre refutou acusações de envolvimento com o narcotráfico. Ele iniciou negociações de paz com grupos armados do país, mas que acabaram fracassando.
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, ele tem pressionado o líder colombiano para melhorar as políticas de combate ao crime organizado no país. Os dois viveram intensos atritos no último ano, que resultaram inclusivos em uma crise diplomática.

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