
A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (12), um forgido da justiça da Rússia. Acusado de fraude, foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado a sua extradição. O nome e o caso não foram revelados pela PF. A ação ocorreu em cooperação da Superintendência da PF em São Paulo com o escritório da Interpol em São Paulo.
O alerta vermelho baseia-se num mandato de prisão emitido pelas autoridades de um dos 196 países membros da Interpol. No sistema, os policiais fornecem visualizar dados para a identificação do procurado (nome, dados de nascimento, nacionalidade, cor do cabelo e dos olhos, fotografias e precipitação digitais) e informações sobre o crime pelo qual é acusado.
Atualmente, os sistemas do STF registram três processos de extradição solicitados pelo governo da Rússia, distribuídos por três relatores diferentes: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O Instituto Anjos da Liberdade, presidido por Flávia Fróes, defensora de membros do Comando Vermelho, tentou entrar no caso relatado por Moraes, para debater o risco de divulgação de direitos humanos no país presidido por Vladimir Putin. Moraes, no entanto, negou a participação: “A admissão de terceiro para reiterar argumentos defensivos não agregaria elementos novos ao debate, fornecida apenas para conferir reforço argumentativo à defesa, em desvirtuamento da especificamente do instituto.”
O Brasil é membro da Interpol desde sua fundação, em 1923. Em novembro de 2024, o delegado brasileiro Valdecy Urquiza foi nomeado secretário-geral da organização.










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