
A polícia da cidade de Beihai, localizada na província chinesa de Guangxi, prendeu a esposa de Wang Lin, um dos pastores da Igreja Sião (Igreja Sião, em português), alvo de uma megaoperação do regime comunista no final de outubro.
Além dele, cerca de duas ofertas de líderes religiosos foram levados para presídios no mês passado.
A esposa de Lin, Su Ziming, foi detida no dia 13 de novembro e enfrentou uma acusação de “uso ilegal de rede de informação”. A Igreja Sião é uma das maiores lojas domésticas (aquelas que não são registradas junto às autoridades) da China.
Mesmo com a detenção, familiares de Ziming disseram que, em segundo lugar, não receberam nenhuma notificação formal de prisão, fontes ouvidas pela organização China Aid, focada em acompanhar a situação de cristãos no país asiático.
De acordo com a reportagem, essa foi a primeira vez que a acusação de uso ilegal de informações foi usada pelas autoridades contra indivíduos suspeitos de compartilhar informações religiosas ou sociais sensíveis na internet.
Analistas que acompanham a situação da Igreja Sião apontam que a detenção da esposa do pastor Lin é provavelmente uma tentativa de pressão ainda mais o pastor, que já está preso, forçando-o a ceder e a aceitar a agenda ordinária pela polícia para suas publicações.
A medida sugere que as autoridades de Beihai podem ter encontrado dificuldades na produção das acusações e não conseguir alcançar o avanço necessário para seguir com o processo contra ele.
Além de pressioná-lo, a prisão de Zimimg também serve para silenciar os críticos que defendem as lideranças presas desde outubro.
Membros da comunidade cristã compartilham estatísticas sobre o total de presos até o momento. De acordo com as informações disponibilizadas, mais de 23 colaboradores e membros foram levados, intimidados ou detidos criminalmente em locais como Pequim, Xangai, Zhejiang, Shandong, Guangdong e Guangxi.
Alguns membros da igreja, incluindo os pastores Lin Shucheng e Sun Xue, a esposa de um pastor, Yang Huibin, Tuya e Chunzi, foram libertados sob fiança enquanto aguardam julgamento. O pastor Wang Lin, contudo, permanece detido no Centro de Detenção nº 2 de Beihai.
Pessoas próximas ao casal disseram à China Aid que no dia seguinte à prisão de Wang Lin, sua esposa, Su Ziming, tentou deixar o país com seus dois filhos, mas foi impedida por agentes de controle de fronteira e informada de que foi proibida de sair da China.
O pastor, de 42 anos e natural de Hubei, é advogado, mas nos últimos anos passou a se dedicar integralmente ao ministério. Em 2017, obteve um doutorado em teologia do Antigo Testamento pelo Wheaton College, em Illinois, nos Estados Unidos.
Depois disso, retornou à China, liderou a Igreja Sião em Pequim ao lado do pastor Ezra Jin Mingri, também preso no mês passado na megaoperação. Com a separação das atividades religiosas em 2018, Wang Lin mudou para Xangai, onde continuou seu trabalho pastoral, mantendo uma vida de igreja por meio de pequenos encontros e pregações pela internet.
A organização China Aid informou que, desde junho, a família Lin tem sofrido assédio constante por parte das autoridades públicas e do Departamento de Assuntos Religiosos, situação que os obriga a mudar de residência com frequência.











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