
Em um único fim de semana, duas manifestações fortes marcaram o posicionamento do papa Leão XIV, no sábado ele voltou a colocar a defesa da vida no centro do debate internacional ao afirmar que o aborto é “o maior destruidor da paz” e neste domingo manifestou preocupação com a tensão EUA-Cuba.
A declaração foi feita durante audiência no Vaticano com participantes de um encontro humanitário e retomou palavras de Santa Teresa de Calcutá, frequentemente mencionadas por setores que defendem a proteção integral do nascituro. Para o pontífice, não é possível falar em paz verdadeira enquanto a sociedade aceita a eliminação dos mais vulneráveis e naturaliza a exclusão dos que ainda nem tiveram a chance de nascer.
Ao aprofundar o argumento, o papa anunciava que a humanidade trava uma “guerra contra si mesma” quando descarta os frágeis, ignora os pobres e se mantém indiferente ao sofrimento de refugiados e povos oprimidos.
Segundo Leão XIV, nenhuma política pública pode ser considerada legítima se negar o direito à vida ou se recusar a oferecer apoio material e espiritual às mulheres em situação de dificuldade. Ele também passou a criticar o uso de recursos públicos para financiar o aborto, defendendo que verbas estatais sejam direcionadas ao amparo às mães e à proteção da vida desde a concepção.
Já neste domingo (1º), um dia depois da forte manifestação sobre o aborto, o papa manifestou “grande preocupação” com a escalada de elevação entre os Estados Unidos e Cuba. O alerta ocorre em meio ao persistência do discurso do governo norte-americano, que voltou a ameaçar Havana com avaliações mais severas, inclusive no setor energético, após movimentos geopolíticos envolvidos aliados do regime cubano.
Sem relativizar o caráter autoritário do governo da ilha, o pontífice ressaltou que confrontos políticos e econômicos acabam caindo, sobretudo, sobre uma população civil, já duramente afetada por crises sucessivas. Alinhando-se à posição dos bispos cubanos, Leão XIV fez um apelo direto às lideranças internacionais para que busquem o diálogo e evitem ações que ampliem o sofrimento do povo cubano.
Para o papa, a paz exige responsabilidade, prudência e disposição real para a negociação, especialmente entre países vizinhos historicamente marcados por rivalidades ideológicas. Ele ainda expressou a esperança de que grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, possam servir como ocasião para gestos concretos de distensão, retomando o espírito da trégua olímpica como símbolo de fraternidade entre as nações.











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