
Cena do filme ‘Pânico 7’ Divulgação O sétimo filme de “Pânico”, uma das sagas de terror mais lucrativas do cinema, chega esta semana aos cinemas em uma sequência que busca retornar às origens desta história de culto que revitalizou o gênero em meados dos anos 1990. Kevin Williamson, roteirista dos primeiros filmes, passou a direção desta vez, e a canadense Neve Campbell, intérprete de Sidney Prescott, personagem mítico que tinha desaparecido no sexto filme, volta às telas. Veja cinco coisas que você precisa saber sobre “Pânico 7”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (26). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uma saga que revolucionou o gênero Quando o primeiro “Pânico” estreou em 1996, já há três décadas, o cinema do gênero havia praticamente desaparecido das telas. A onda de filmes de terror dos anos 1970 e 1980, com títulos como “Halloween” ou “Sexta-feira 13”, começou a ficar distante. Na época, “eu só tentei escrever um roteiro para que Hollywood prestasse atenção em mim”, lembra Williamson em uma entrevista à agência France Presse. Neve Campbell em ‘Pânico 7’ Divulgação Começou a escrever “Pânico” inspirado em uma história real — a de Danny Rolling, um serial killer que, durante um verão, aterrorizou uma pequena cidade da Flórida ao assassinar cinco estudantes. O roteiro caiu nas mãos do conhecido cineasta Wes Craven (“Viagem Maldita”, “A Hora do Pesadelo”), que aceitou dirigir o filme. Antes de falecer em 2015, conseguiu rodar as três continuações. Volta às origens Com o falecimento de Wes Craven, “me despedi mais ou menos da saga”, lembra Williamson, roteirista dos quatro primeiros filmes. Em “Pânico 5” e “Pânico 6”, lançados respectivamente em 2022 e 2023, Williamson assumiu o papel de produtor executivo, mais de dez anos após “Pânico 4” (2011), que foi um fracasso comercial. Para “Pânico 7”, Williamson aceitou ficar atrás das câmeras pela primeira vez porque “a Neve [Campbell] me pediu”, garantiu. Campbell, que interpreta Sidney Prescott, volta à saga depois de ter recusado participar de “Pânico 6” por não ser remunerado de “forma correspondente” ao valor que trouxe aos filmes anteriores, criticando o fato de que seu salário teria sido mais alto se fosse homem. Sidney Prescott, personagem principal do primeiro filme, que se tornou um ícone nas continuações, é mãe neste último longa. “Queríamos contar uma história sobre uma mãe e sua filha, como elas se afastam e como voltam a se reconectar e combater Ghostface”, explica Williamson. Polêmica sobre a guerra em Gaza Após a morte de Craven, os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett introduziram novos personagens. Sam, interpretada pela mexicana Melissa Barrera, e sua irmã Tara, vivida pela estrela da série “Wandinha”, Jenna Ortega, foram como protagonistas de “Pânico” 5 e 6. Mas a produtora Spyglass levou Barrera em novembro de 2023, após ela publicar uma mensagem nas redes sociais denunciando uma “limpeza étnica” em Gaza. Ortega segue o mesmo caminho, se recusando a voltar em “Pânico 7”. Uma obra de culto “Pânico” pertence ao subgênero do cinema de terror conhecido como “slasher”: apresenta um psicopata (Ghostface em “Pânico”) que assassina um grupo de jovens, um após o outro, com extrema brutalidade. do primeiro “Pânico” com Drew Barrymore, que morre aos 12 minutos iniciais do filme, é considerado uma das melhores sequências de abertura da história do cinema de terror. Stephen King “Isso”.
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