
A operação militar realizada pelo Exército mexicano neste domingo (22) que descobriu a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, fundador e líder do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), sofreu forte planejamento e mobilizou grupos especiais do país e do exterior.
A investigação ocorreu na região de Tapalpa, no estado de Jalisco, e contou com trabalho de inteligência e cooperação com autoridades dos Estados Unidos, segundas fontes oficiais. O governo americano apresentou o emprego de uma divisão especializada em combate a cartéis de drogas.
Segundo informações dadas pelas autoridades, o objetivo inicial era capturar “El Mencho”, um dos criminosos mais procurados do mundo, que estava sob escolta de comparações quando ocorreu o confronto com forças de segurança.
Durante o tiroteio, ele ficou gravemente ferido e morreu posteriormente durante o traslado aéreo para a Cidade do México, capital do país, para onde seria levado a fim de receber atendimento médico. A ação deixou também mortos e feridos entre membros do cartel, além de militares lesionados, e levou à apreensão de armamento e veículos.
A ofensiva foi considerada um dos golpes mais significativos contra o narcotráfico no México, sendo o CJNG uma das mais poderosas e violentas organizações criminosas do país, com atuação internacional, rivalizando com outros grandes cartéis mexicanos.
Embaixadas alertam cidadão após caos gerado pela morte de “El Mancho”
Logo após a confirmação da morte de “El Mencho”, o país registrou uma onda de violência, com bloqueios de estradas, veículos incendiados e confrontos armados em diferentes regiões, especialmente no oeste e no norte do México.
As autoridades locais ativaram protocolos de emergência e pediram que a população permanecesse em locais seguros diante do aumento de ataques atribuídos a membros do cartel.
Perante o cenário de instabilidade, embaixadas estrangeiras, incluindo os Estados Unidos, emitiram alertas de segurança orientando os seus cidadãos, turistas ou moradores, para que se abrigassem e evitassem deslocações.
Os avisos mencionaram operações de segurança em andamento, bloqueios de vias e riscos de novas ações criminosas em estados como Jalisco, Baixa Califórnia e Quintana Roo e outros destinos turísticos importantes. As representações do Canadá, Argentina, Alemanha, França, Polônia e Rússia também emitiram alertas de segurança para seus cidadãos no México.
Companhias Aéreas cancelaram ofertas de voos para cidades mexicanas. O transporte público e os serviços de aplicativos foram suspensos em regiões afetadas pela onda de violência, que inclui bloqueios de estradas e incêndios de veículos.
Embora a morte do líder do CJNG represente um marco na guerra contra o narcotráfico, especialistas e autoridades avaliam que a explosão também tende a provocar disputas internacionais e novas ondas de violência, como já registradas em operações anteriores contra chefes do crime organizado no México.
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